* Matéria atualizada em 10/07/2017 às 10h40
A Comissão Senado do Futuro realizou, nesta quinta-feira (06/07), audiência pública para debater o futuro das carreiras de servidores públicos. Requerida pelo senador Hélio José (PMDB-DF), a comissão reuniu representantes da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST, da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, bem como das demais centrais sindicais, para discutir a importância dos servidores públicos no contexto da retomada do desenvolvimento econômico/social do país. O Diretor de Finanças da NCST e Presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, participou da mesa de debatedores substituindo o Vice-Presidente da NCST, Ibrahim Yusef, que não pode participar devido a compromissos de agenda.
A 8ª reunião Extraordinária da Comissão Senado do Futuro, presidida pelo senador Hélio José (PMDB-DF), questionou a capacidade de retomada do desenvolvimento econômico/social do país pelo modelo neoliberal, com redução da capacidade de intervenção do Estado, sobretudo, com o sucateamento e congelamento de investimentos essenciais nas áreas de educação, saúde e segurança. Ameaças incluídas nas “reformas” previdenciária e trabalhista receberam atenção especial no discurso do parlamentar. “Eu sinto que precisamos de mais presença das lideranças sindicais dos trabalhadores do setor público na CPI da Previdência. Por terem mais intimidade com a administração pública, a intervenção qualificada dos senhores é imprescindível para o sucesso dessa empreitada. Não podemos nos esquecer de expor nesta casa, também, os abusos da reforma Trabalhista; com destaque para regulamentação da prevalência do negociado sobre o legislado. Esse absurdo compromete todo o conjunto de leis de proteção ao trabalho. Contamos com a colaboração e o empenho de todos vocês para reverter essa agenda de retrocessos e assegurar uma alternativa viável para retomarmos nosso crescimento econômico com avanços sociais”, argumentou o senador.
Representando a Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST, o Diretor de Finanças da entidade e presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, denunciou o descompromisso da Câmara dos Deputados com a agenda de reivindicações da classe trabalhadora. O sindicalista apontou o Senado Federal como a alternativa viável de resistência no Legislativo nacional. “O senador Paulo Paim e o senador Hélio José transformaram essa casa legislativa num bunker em defesa dos trabalhadores do setor público. Está em curso, até mesmo nesta casa, a extinção de todo o sistema de proteção social do país. Estamos experimentando uma transição do estado neoliberal para o ultra-liberal, ou seja, sem controle nenhum. O servidor público é quem materializa a ação do Estado. A destruição da vocação do Estado como mediador das relações entre capital e trabalho e indutor do desenvolvimento, faz parte de uma agenda de interesses específicos do mercado - sobretudo do setor financeiro - que conduz a um processo de redução de investimentos essenciais. Metade do orçamento geral é destinada para juros e amortizações de uma dívida que, quanto mais pagamos, mais cresce. Toda a agenda de ataques em curso segue na esteira de garantir sobra de caixa para o pagamento de abonados credores da dívida pública. Uma elite que abocanha bilhões em recursos arcados por uma infinidade de trabalhadores que, hoje, veem seus direitos tremendamente ameaçados”, defendeu o líder sindical.
O Secretário Nacional do Plano dos Servidores Públicos da NCST, Lineu Mazano, acompanhou a audiência e compartilhou conhecimentos sobre o problema da dívida pública no país.
Domingos encerrou depoimento denunciando o estelionato conduzido pelo governo Temer. “Esse governo representa uma fraude eleitoral. Insiste uma agenda política impopular, absolutamente diferente da vencedora na última eleição presidencial. Nosso papel é assegurar toda ordem de resistência em defesa da democracia, dos trabalhadores e da soberania nacional”, concluiu o dirigente da NCST.
* Assista a íntegra da audiência pública na Comissão Senado do Futuro:
* com serviço fotográfico de Júlio Fernandes
Imprensa NCST