
Na tarde desta segunda-feira (27/3) em São Paulo, Centrais Sindicais definem 28 de abril como “Dia Nacional de Paralisação Contra as Reformas de Temer”. Representantes de entidades sindicais, como Metroviários, Eletricitários e Rodoviários, reforçaram a unidade de luta por novas manifestações contra as propostas de reforma previdenciária, trabalhista e a terceirização, aprovada pela Câmara dos Deputados.
No encontro os sindicalistas analisaram a grave situação política, social e econômica que o país atravessa e enfatizaram que neste momento, é fundamental que as entidades estejam unidas; reforçaram que o conjunto de medidas propostas pelo Governo Federal e seus aliados no Congresso Nacional são “retrógradas” e põem o fim de direitos sociais e trabalhistas consagrados, além de penalizar os trabalhadores (as) e a sociedade como um todo.
Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente da Nova Central - SP afirma que o processo de mobilização precisa ser constante e sem trégua. "A preparação para o grande ato sugerido pelas centrais começa dia 31 de março, com paralizações, marchas, atos públicos com carros de sons em locais de grande movimento dos pedestres como: Terminais de ônibus; Estações do Metrô e Ferrovias; Avenida 25 de Março em SP. Nos outros Estados as centrais unitariamente devem definir a melhor forma de se manifestar".
Durante o mês de abril, Luizinho sugere uma campanha sistemática nos bairros periféricos das grandes capitais e, que nos finais de semana, sejam feito um corpo a corpo em feiras livres, promover carreatas nas principais vias, envolver líderes religiosos na divulgação da luta insessante contra a retirada de direitos.
O presidente Nacional da Nova Central, José Calixto Ramos (Sr. Calixto) avalia que para barrar as “maldades” dos adversários será preciso parar o Brasil. “Conclamo para que todas às nossas entidades filiadas façam a lição de casa e mobilize os trabalhadores (as) e paralisem suas atividades no dia 28 de abril. Mais uma vez mostraremos que não aceitamos as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado na Câmara dos Deputados”.
Sr. Calixto avalia que o sucesso das manifestações do dia 15 de março, servirá de estímulo para aumentar a adesão de mais categorias na próxima mobilização. E de que é preciso combater a “guerra de desinformações” veiculadas na “mídia tradicional”, que já se posicionaram claramente que apoiam quaisquer mudanças que retiram direitos sociais e trabalhistas.
“Não fique de fora desta luta em defesa de um presente de gloria e de um futuro promissor. O setor patronal de todos os seguimentos produtivos e econômicos investem milhões nos seus representantes no Congresso para que aprovem medidas de seus interesses em detrimento das condições de vida e trabalho. Tudo isso exigirá muita resistência e luta do nosso povo”, garante Sr. Calixto.