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O presidente da Nova Central-RS e do Sindicato dos Mineiros-RS, Oniro Camilo, está em Brasília desde segunda-feira, 7/11, com o objetivo de reunir-se com o Ministro Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e protocolar ofício aos Ministérios citados e para a presidência da República, onde os trabalhadores de SC e RS pedem a sanção da MP 735/16 aprovada no Congresso Nacional, sem o veto ao artigo 20.
Um dos pontos do documento, para justificar o pedido, diz: “a MP 735/16 foi editada para reduzir o uso de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético. A CDE é usada para pagar o combustível das usinas do atual parque térmico a carvão. A MP além de fixar um teto para o desembolso para o carvão ela cria, no seu artigo 20, um programa de modernização que viabilizará a renovação do atual parque termelétrico a carvão nacional fornecendo um futuro para a nossa atividade mineira. O atual parque termelétrico a carvão nacional tem uma idade média de 38 anos e uma eficiência de 29%. A proposta do artigo 20 é renovar 1.400 MW dos 1.750 MW existentes, fazendo com que o novo parque tenha no mínimo 36% de eficiência o que ocasionará no mínimo uma redução de 10% nas emissões de CO2/MWh em relação ao parque atual. Por outro lado, além de manter nossos empregos, com o investimento no Programa de Modernização poderá gerar milhares de empregos na região Sul – cada usina na construção gerará mais de mil empregos diretos”.
Em nome dos trabalhadores do setor da mineração de carvão dos estados do sul e dos municípios da região carbonífera do Rio Grande do Sul, o ofício ainda ressalta, “municípios que têm sua economia baseada em carvão serão sacrificados, deixando de movimentar bilhões de Reais por ano na economia das regiões carboníferas do RS e SC”.
E os trabalhadores deixam muito claro que além da questão social e econômica, também a garantia de suprimento de energia está em jogo, “não podemos colocar em risco o abastecimento de energia dos estados do Sul, visto que a energia eólica e os pequenos reservatórios não garantem a necessária segurança energética por sua intermitência. Aliás, o Brasil crescendo, precisará de mais energia, e desativar o parque termelétrico do sul não dará garantia para novos investimentos em outras atividades econômicas para o sul do Brasil, por falta de segurança energética”.
Em virtude do cancelamento da reunião que aconteceria ontem (9/11) com o Ministro Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, os sindicalistas reuniram-se com a diretoria da Nova Central, na capital federal, analisando o momento político, social e econômico dos trabalhadores brasileiros e relatando as ações que estão em andamento na defesa dos mesmos, na região sul. Presentes na reunião, os presidentes: José Calixto Ramos e Oniro Camilo, da Nova Central nacional e do RS, respectivamente. O vice-presidente nacional da NCST, José Reginaldo Inácio, o assessor da presidência nacional, Jairo José da Silva e os diretores da Nova Central, de Formação Sindical e Qualificação Profissional, Sebastião Soares, o diretor de Finanças: João Domingos Gomes dos Santos, e o diretor de Organização Sindical, Geraldo Ramthun.
Na oportunidade, ficaram confirmadas as presenças no evento estadual da NCST-RS que ocorrerá em 5 de dezembro, do presidente José Calixto, dos diretores da NCST nacional, José Reginaldo Inácio e Sebastião Soares. Já os diretores João Domingos e Altamiro Perdoná, presidente da NCST-SC ficaram de confirmar presença.
Na foto: também está o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Cachoeira do Sul e representante da NCST no Conselho Nacional de Saúde, Anibal Machado.
Fonte: NCST-RS