
Na preparação do “Dia Nacional de Greve e Manifestações”, marcado para o 11 de novembro pelas centrais sindicais, por sugestão da CNTTT - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Nova Central, reivindicações específicas do setor de transportes foram incluídas na luta contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC – 241/2016) que visa congelar por 20 anos investimentos em serviços públicos.
Em reunião realizada quinta-feira (27/10) na sede da Nova central em Brasília, com os presidentes das Federações dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, filiados à CNTTT o presidente Omar José Gomes (sr. Omar) sugeriu uma agenda de mobilizações nas bases, com panfletagens e assembleias para conscientizar os trabalhadores (as) da ofensiva para retirar seus direitos trabalhistas e sociais.
No entanto, disse que é preciso incluir temas específicos que tem afetado o dia a dia da categoria como a suspensão da Portaria 1.297/2017 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que aumentou consideravelmente o nível de exposição à Vibração de Corpo Inteiro (VCI); ajustes na Lei 13.103/2015; garantir espaço na discussão do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas e o emprego dos cobradores de ônibus.
De acordo com José Alves do Couto Filho (Toré), presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Setor Diferenciado de São Paulo (STERIIISP) e secretário Nacional do Plano dos Trabalhadores em Transportes da Nova Central, experiências passadas de greves gerias só obtiveram êxitos com a participação do seguimento de transportes.
“Reconhecemos que por uma questão cultural a imensa maioria da classe trabalhadora é economicista e imediatista. Os assuntos mais gerais que lhes afetará no futuro como Reformas da Previdência e Trabalhista; Terceirização; o Negociado sobre o Legislado; aumento da Jornada de Trabalho e Contrato de Trabalho Precários, infelizmente, não os fazem despertar e ir às ruas”, argumenta Toré.
Porém, acredita no poder de mobilização e na unidade das centrais sindicais para mudar o desânimo generalizado que contaminou a população em geral desde 2013. Mas para que isso aconteça de fato será preciso dialogar com todos os movimentos sociais com uma Campanha Nacional em defesa da soberania do Brasil.