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Na quinta-feira (22/9), em manifestação na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo FIESP), Geraldo Meireles (Geraldinho), diretor de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestre (CNTTT), filiada à Nova Central, deixou claro que o local escolhido pelos manifestante foi ideal devido o posicionamento favorável da instituição para acelerar e aprovar em 2015, o Projeto de Lei 4330 na Câmara dos Deputados, então presidida pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB).
O sindicalista criticou o presidente da FIESP, Paulo Skaf que na ocasião gastou muitos reais em propagandas na grande mídia, para vender uma ideia para o povo de que a terceirização era “sinônimo de especialização” e que a aprovação do projeto não tiraria benefícios da classe trabalhadora e que poderia gerar 700 mil empregos em São Paulo e mais de 3 milhões no Brasil.
“O mais vergonhoso em toda esta história é que o representante dos empresários [Skaf], inclusive, chegou a afirmar que segundo uma pesquisa feita por eles, 80% dos trabalhadores (as) era favorável ao projeto. Tudo não passou de uma grande desinformação, pois nenhum trabalhadora (a) aceita trabalhar em condições adversas e salários inferiores aos praticados no mercado de trabalho”, explicou Geraldinho.
Disse também, que atualmente a legislação atual diferencia atividades meio e atividades fim. E funções como segurança, limpeza e manutenção são consideradas atividades meio e podem ser terceirizadas. Já as atividades fim são aquelas que, para a lei trabalhista, constituem a finalidade de existência da empresa, e não deveriam ser terceirizadas.
“A proposta aprovada pelos deputados, com pressão dos patrões, pretende acabar com essa distinção, permitindo uma expansão da terceirização em toda empresa. Não aceitamos de forma alguma esta barbaridade e faremos de tudo para evitar esta tragédia para o trabalhador brasileiro”, garantiu.
Em sua opinião, a aprovação no Senado Federal do texto como está significa, na prática, que os empresários – sobretudo os grandes empresários – terão à disposição um meio de simplesmente ignorarem a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e para extinguir, com uma canetada do Poder Legislativo, a forte valorização que os salários dos trabalhadores experimentaram ao longo da última década.