
Com bandeiras, faixas, cartazes de Fora Temer e carros de som, militantes, trabalhadores (as) e sindicalistas da Nova Central e demais centrais sindicais, ocuparam a frente da Federação da Indústria no Estado da Bahia (FIEB) na manhã de terça-feira (16/8) em protesto contra a retirada de direitos. Os manifestantes apresentaram as reivindicações da classe trabalhadora.
De acordo com José Ramos, presidente Estadual Nova Central/BA, o “Dia Nacional de Mobilização” pelo emprego e garantia de direitos, serviu para despertar os trabalhadores e a sociedade dos riscos que todos correm neste momento de transição política e econômica do país, na qual, diuturnamente o governo interino de Michel Temer (PMDB) repete que o Ajuste Fiscal e as reformas da Previdência e Trabalhistas são imprescindíveis.
Ramos disse que virou moda os patrões, a equipe econômica do Governo Federal e sua base aliada no Congresso Nacional, culpar as conquistas do povo brasileiro e as leis trabalhistas com os grandes vilões da crise produzida por eles mesmos de forma irresponsável e antipatriota. Lembrou que a afronta é tão “descarada” que há quem defenda jornada de trabalho de 80 horas semanal.
O sindicalista se referiu sobre o posicionamento do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade que logo após encontro com o presidente Temer dia 8 de julho, disse que os empresários estão ansiosos por medidas duras – como a reforma da previdência, alterações na legislação trabalhista e aumento da jornada de trabalho.
As propostas de mudança no sistema de seguridade social; as declarações do governo em defesa das privatizações e venda de ativos da Petrobras. Temas considerados delicados foram amplamente criticados pelos sindicalistas. “Como bem diz o presidente Nacional da Nova Central, José Calixto, a mobilização nacional é a principal resposta às medidas prejudiciais aos interesses do povo brasileiro”, afirmou Ramos.
Proposta unificas pelas centrais:
Redução da taxa de juros que viabilizem a retomada do crescimento industrial;
Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários;
Retomada do investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana, ampliando os instrumentos para financiá-la;
Retomada e ampliação dos investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas renováveis, em especial a Petrobrás e o Pré-Sal;
Destravamento do setor de construção, através de instrumentos institucionais adequados, que garantam a manutenção das atividades produtivas e dos empregos nas empresas do setor;
Criação de condições para o aumento e manutenção da produção e das exportações da indústria de transformação;
Adoção e aprofundamento de políticas que deem sustentação ao setor produtivo, de adensamento das cadeias e reindustrialização do país, com contrapartidas sociais e ambientais;
Incentivos às políticas de fortalecimento do mercado interno para incrementar os níveis de produção, consumo, emprego, renda e inclusão social.