
O vice-presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores em Goiás e presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Goiás, Ivo Arruda, esteve na tarde do dia primeiro de agosto na Câmara Federal para junto com outros sindicalistas tentar barrar o Projeto de Lei Complementar 257/16 que propõe o alongamento das dívidas dos Estados e do DF com a União por 20 anos, mas retira direitos dos servidores públicos.
O projeto que acabou refeito na segunda feira (01) pelo Ministério do Planejamento foi lido, no início da noite, no plenário pelo relator Espiridião Amim (PP/PR). O projeto lido não foi votado no primeiro dia devido as suas alterações, ficou para votação no dia seguinte. Na reunião de terça pela manhã, acabou adiado até a próxima semana. Com isso os sindicalistas ganharam mais tempo para agir e manter a mobilização pela rejeição da proposta.
Durante as negociações políticas Ivo arruda conversou com vários parlamentares e argumentou sobre a importância da rejeição do projeto que tira direitos importantes dos servidores públicos. “Estaremos aqui em Brasília para manter o contato pessoal com os deputados e lhes mostrar a importância de rejeitar esse projeto.”
Os sindicalistas estavam surpresos com a atitude da Câmara dos Deputados por convocar Sessão Deliberativa com pauta única antes mesmo de passar por qualquer uma das comissões, atropelando o rito normal dos processos. João Domingos, presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e diretor nacional da NCST foi afirmativo ao dizer que durante décadas atuando no sindicalismo o PLP 257 “é o pior projeto da história do trabalhismo no Brasil.”
Por João Carlos Barreto