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O ato contra o Projeto de Lei Complementar (PLC 257/2016) aconteceu quarta-feira (13/4) entre o Ministério da Fazenda e Defesa Civil em Brasília, e teve total apoio da Nova Central, sindicatos filiados e da CSPB - Confederação dos Servidores Públicos do Brasil. Um boneco e um caixão de defunto, simbolizaram o projeto e foram cremados.
Os sindicalistas utilizaram dois carros de sons e se revezaram nos discursos. “Se aprovado o PLC 257, a União obrigará estados e municípios a cortarem funcionários, congelar salários e privatizar as estatais”, foi o que mais destacou os líderes sindicais.
De acordo com Sebastião Soares (Tiãozinho), Diretor Nacional de Formação da Nova Central, a proposta foi enviada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional dia 22 de março, com o apoio de 17 governadores de diversos partidos.
“Fomos surpreendidos com mais esta maldade. Este projeto tramita em regime de urgência constitucional e o prazo de votação é de 45 dias para a Câmara dos Deputados e mais 45 para o Senado Federal. Por isso nossa mobilização tem que ser constante, até que a presidenta possa recuar desta loucura”, afirmou.
A maior indignação dos representantes dos servidores públicos é de que a farsa alegação para facilitar a renegociação das dívidas dos estados e municípios, a União cria restrições, que consequentemente refletirá nos serviços públicos, através do congelamento dos salários dos servidores, aumento das alíquotas previdenciárias dos servidores de 11% para 14%, cancelamento dos concursos e privatizações de empresa públicas.
“O pacotão, ao invés de buscar a recuperação dos créditos da dívida ativa do país – que já supera R$ 1,6 trilhão -, de incentivar o combate à sonegação, de trazer propostas que permitam a retomada da economia, lamentavelmente, traz de forma camuflada e irresponsável, retrocessos e precarização dos serviços prestados à população, principalmente, para os que mais precisam deles”, disse Luiz Gonzaga de Negreiros, Diretor Nacional de Assuntos Parlamentares da Nova Central.