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VI Encontro das Trabalhadoras em Ação debate violência contra a mulher

31 Mar 2016


O evento aconteceu terça-feira (29/3), no auditório da Nova Central – SP com a presença do presidente Nacional da Nova central, José Calixto Ramos e do presidente Estadual, Luiz Gonçalves. Em sua palestra, a Secretária Nacional de Assuntos para Mulheres da Nova Central, Sonia Maria Zerino, relatou sobre a situação da mulher trabalhadora no Brasil.

“A partir do momento que ingressamos no mercado de trabalho, vários aspectos da discriminação pela questão de gênero têm se manifestado. Dois exemplos da discriminação, e da violência, no ambiente de trabalho são o assédio moral e sexual, infelizmente recorrentes, no Brasil e no mundo, ambos com implicações psicológicas, sociais e laborais profundas, sendo as mulheres as principais vítimas destes tipos de violência”, afirmou.

Ela apresentou algumas situações no qual o ato de assédio sexual pode ser identificado, por exemplo, pelo uso de bilhetes ou palavras impróprios ao ambiente de trabalho, piadas ou brincadeiras consideradas machistas, comentários constrangedores sobre a figura feminina, comentários ou ações com o objetivo de obter vantagem sexual.

“Grande parte das vezes o agressor se utiliza de sua superioridade hierárquica para forçar situações ou obter favores sexuais, mediante ameaças de demissão, rebaixamento, ou isolamento no trabalho. Já o assédio moral é quando o trabalhador é exposto a situações de humilhação repetitiva, vexatória, trazendo o sentimento de incompetência, baixa autoestima, problemas de saúde física e mental, podendo ocasionar problemas crônicos como a depressão, ansiedade e estresse”.

Segundo Sônia a opressão ocorre de diversas formas, com o isolamento do empregado, difamação em público, grupos sorrindo em direção a vítima, querer saber o que o empregado está conversando, divulgar boatos sobre a moral do trabalhador, e mandar executar tarefas acima ou abaixo do seu conhecimento são alguns exemplos de atitudes que podem ser caracterizadas como assédio moral.

“Há um tipo de discriminação no mercado de trabalho mais 'escondida', quase não falada, que é o caso do Assédio Sexual no Trabalho. Para superar esta situação que vivem as mulheres no seu ambiente de trabalho é fundamental dar visibilidade a esta situação, e pensar políticas públicas para superá-la, como foi o caso da Lei Maria da Penha, infelizmente, ainda somos as principais vítimas. Por esta razão não podemos nos calar. Temos que denunciar!”, finalizou.
 
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