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População de Goiás se mobiliza por mais segurança na cidade

10 Mar 2016


Goiânia iniciou 2016 encarrando uma realidade nefasta de violência. Sem ações coercitivas que possam impedir este quadro de se agravar, além de não haver um efetivo policial mínimo necessário, a população de Goiás segue assustada e insegura.

Para chamar atenção das autoridades competentes em relação a este fato, a Nova Central Sindical de Trabalhadores de Goiás (NCST/GO), a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), o Sindicato dos Policiais Federais em Goiás (SINPEFGO), a Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), juntamente com a sociedade, estiveram reunidas nesta quarta-feira (09/03) para participarem da manifestação “Goiás sem Violência”.

O local escolhido para o encontro foi em frente à sede da Polícia Federal de Goiás, aonde as lideranças sindicais e os manifestantes registraram suas reivindicações e clamaram para que seja dada mais atenção a segurança pública no estado, além de melhores condições de trabalho aos policiais que atualmente são as principais vítimas desta violência.

“A falta de segurança e a intranquilidade existente hoje no país veio com o tempo se alastrando, em especial porque não temos um efetivo de policiais suficientes para dar conta de tanta criminalidade”, registrou o Diretor de Formação Sindical e Qualificação Profissional da Nova Central, Sebastião Soares, também Diretor da CSPB.

Sebastião lembrou ainda que esta questão de segurança pública é uma responsabilidade de todos, e com isso se faz necessário a busca coletiva de alternativas no sentido de se alcançar uma condição de vida que seja efetivamente mais tranquila e segura, sendo que esta violência, também denominada por ele como “epidemia nacional” deve ser discutida e solucionada o quanto antes.

Este ato que teve a frente o presidente do SINPEFGO, Ivo Arruda significou para ele muito mais um momento de reflexão em relação ao aumento de assassinatos e agressões registrados em seu estado, onde o governo precisa voltar a sua atenção para a segurança pública no país, além de melhorar as condições de trabalho dos Policiais Federais. “A segurança pública só se faz com a valorização dos trabalhadores que nela atuam. E hoje os policiais saem para trabalhar e não tem certeza se vão voltar. Não podemos mais aguentar esta situação. É preciso uma mudança urgente para este sistema”, manifestou Ivo.

Em relação a janeiro do ano passado, o aumento dos assassinatos ocorridos em Goiânia foi de 12,5%. Foram 54 mortes em 2016 contra 48 registradas em janeiro de 2015. Em relação ao mês anterior, houve 3,85% de aumento no número de mortes matadas. O resultado reflete a falta de ações e projetos do Governo de Goiás, inerte e incompetente para conter o crescimento da criminalidade no Estado e, especialmente em Goiânia e região metropolitana. “A condição de violência em que se encontra a região de Goiânia é vista hoje como sendo insuportável. Chegamos ao limite e não podemos mais deixar que continue assim. Muitos dos nossos policiais sofrem com a coerção praticada por bandidos em um lugar em que se defende o Estado Social Democrático de Direito e por isso não podemos permitir que isso aconteça”, manifestou o presidente da Nova Central de Goiás, Roosvelt Dagoberto da Silva.

Além disso, Roosvelt também lembrou que no Congresso Nacional, nada se discute em relação a segurança do trabalhador, e o código penal por ser arcaico permiti que os bandidos ao serem presos, não fiquem muito tempo na cadeia, saindo na sequência para cometer outros crimes. “Vivemos em um país democrático e temos de ter mais liberdade para ir e para vir”, disse.

Sebastião Soares que coordenou o pronunciamento dos participantes, encerrou a manifestação lembrando sobre a preocupação da Nova Central em relação as questões que envolvam a segurança pública no Brasil, e que a central irá trabalhar para que os poderes públicos possam mudar este quadro nefasto em que vive o país, e por meio de leis, seja possível trazer mais tranquilidade e segurança a toda a sociedade brasileira.

Pelo quarto ano consecutivo, Goiânia, capital do Estado de Goiás, aparece no ranking das cidades mais violentas do mundo. Em 2012 a cidade era a 34ª onde mais se mata no mundo. Em 2013 avançou no ranking e ocupou a 21ª posição. Um ano mais tarde, em 2014, foi a 23ª e agora, em 2015, Goiânia figura na 29ª posição ao lado da vizinha Aparecida de Goiânia. As entidades envolvidas na manifestação “Goiás sem Violência”, buscam trabalhar em prol de mais segurança, com menos violência e tentar mudar estes dados apresentados recentemente pela Ong mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal.
 
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