
Após delator Fernando Moura afirmar, em depoimento na quarta-feira (3/2) ao juiz Sério Moro, da Operação Lava Jato, que as propinas de Furnas eram controladas pelo senador e presidente do PSDB, Aécio Neves (MG) e, que um terço do valor era repassado ao tucano. O senador Lindbergh Farias do PT/RJ defende que o Ministério Público (MP) faça investigação rigorosa.
“De acordo com o lobista Fernando Moura, a diretoria de Furnas era controlada pelo tucano Aécio Neves que recebia um terço da propina de Furnas outro terço iria para São Paulo, um terço dividido nacionalmente. Estas informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira (4/2). Este é o terceiro depoimento dele e precisa ser investigado com rigor”, disse o senador.
Trechos da matéria:
Lista de Furnas - Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, onde corre o processo da Lava Jato, Yousseff revelou ter ouvido do deputado José Janene, morto em 2011, que uma diretoria da estatal (Furnas) era controlada pelo PSDB (Aécio) e o seu partido, o PP.
Essa diretoria promovia uma “caixinha” de onde Janene e Aécio Neves obtinham uma mesada no valor de R$ 120 mil mensais, relativa à coleta de propinas na manipulação de contratos de obras entre empreiteiras e a subsidiária da Eletrobras.
Além de pagar propinas ao PSDB e PP, esse esquema também distribuiu quase R$ 40 milhões aos principais políticos do PSDB e de partidos coligados nas eleições de 2002. Entre eles, aparecem na lista como principais beneficiários da propina os candidatos aos governos de Minas Gerais, então deputado federal Aécio Neves; São Paulo, Geraldo Alckmin; e ao Senado por São Paulo, José Serra.
Segundo Lindbergh esta é a terceira vez que o nome de Aécio aparece. Por esta razão entende que carece maiores esclarecimentos da “cúpula tucana”, que no ano passado decidiu travar “briga política no parlamento” em detrimento ao bem do povo e do país. “Penso que a justiça não pode ser seletiva e se calar mediante as evidencias da participação dos tucanos em mais este esquema de corrupção”, afirmou.