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A secretária de Autonomia Econômica da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), coordenada por Tatau Godinho, realizou nesta terça-feira (27/10), em Brasília, o 4º Encontro com Mulheres Sindicalistas: Diálogos sobre o Mundo do Trabalho Desafios para a Autonomia Econômica das Mulheres.
A autonomia econômica das mulheres constitui fator de suma importância na busca da igualdade entre mulheres e homens no mundo trabalho, sejam elas da cidade ou do campo. A autonomia econômica das mulheres é condição essencial para elas proverem seu próprio sustento, decidindo por elas mesmas a melhor forma de fazê-lo. Isso envolve também as pessoas que delas dependem. Para isso, a SPM vem desenvolvendo atividades voltadas para o debate estratégias para inserção e a permanência das mulheres no mercado de trabalho e a ampliação dos seus direitos sociais.
O objetivo da iniciativa da SPM junto às sindicalistas foi discutir os desafios para que as mulheres alcancem a autonomia econômica na perspectiva da legislação trabalhista de projetos em tramitação no Congresso.
Neste 4º encontro, foram realizados dois painéis – “Razões da Desigualdade Salarial entre Homens e Mulheres”, e “Estratégias de Enfrentamento das Desigualdades Salarias”. Como panelista convidada, a economista e pesquisadora da Unicamp Marilane Teixeira.
A deputada Jó Morais que preside a Comissão de Relações Exteriores e da Defesa Nacional esteve presente onde fez uma fala da importância da unidade dos trabalhadores neste momento em que temos um Congresso difícil para avançarmos com a pauta dos trabalhares(as) e convidou todos a participarem da Audiência Pública para debater os 20 anos da Conferência Mundial sobre a Mulher em Pequim, que aconteceu em 1995. A audiência será no dia 12 de novembro, no plenário 3, Anexo II, Câmara dos Deputados ás 9h30, onde será discutido também a efetivação dos tratados internacionais ratificados pelo Brasil a exemplo da Convenção 100 e 111 da OIT, a primeira que trata de Igualdade de condições de trabalho e Salário Igual entre homens e mulheres e a outra que trata das discriminações no ambiente do trabalho.
A NCST participou com um número bem expressivo de companheiras. A secretaria Nacional para assuntos da Mulher, Sônia Zerino, compôs a segunda mesa, na sua fala parabenizou a SPM pelo evento. Deu alguns informes sobre ações que estão sendo desenvolvidas da unidade das centrais por meio do Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais, onde a pauta das mulheres trabalhadoras estar sendo trabalhada e que não tem sido muito fácil, tendo em vista atual conjuntura do país, que tem subtraído direito dos trabalhadores(as), mas a luta continua e no momento de crise temos que encontrar estratégias para avançarmos ou garantirmos direitos.
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A NCST no seu plano de trabalho tem ido aos mais longínquos lugares deste país trabalhando a organização das mulheres por meio de seminários e encontros com as companheiras nas bases, para oferecer-lhes subsídios para o exercício pleno da cidadania. Além disso, tem estimulado durante esses eventos a criação do departamento ou secretaria da mulher nas entidades filiadas e tem participado em vários espaços de discussão do tema. Como estratégia sugere retomar a discursão do PL 6653/2009(PL da igualdade no trabalho) que foi construído com a participação de trabalhadores, empresários e governo, tendo em vista que ao longo desses anos foram subtraídos muitos instrumentos que fortaleciam o projeto; continuidade da luta pela efetivação das políticas públicas já existentes e pela construção de novos instrumentos que contribuam para o avanço da inserção da mulher no trabalho; qualificação das companheiras dirigentes para atuação nas mesas de negociação coletiva em defesa de uma pauta de interesse das mulheres; e finalmente, porém não menos importante, a realização de campanhas pela ratificação da convenção 156 que trata do compartilhamento das responsabilidades familiares.