
A diretora Nacional de Assuntos de Cooperativismo e Economia Solidária da Nova Central, Ledja Austrilino Silva, esteve reunida no dia 4/8 (terça-feira) com as secretárias da Secretaria das Mulheres das cidades de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama (Katherini, Iana Paula e Daniela) respectivamente, para discutir a 2ª etapa do Diálogo Social – Mulheres Costurando Direitos, que visa melhorar as condições de trabalho das costureiras da região.
Pela importância do segundo maior Polo de Confecções do Brasil, que segundo Ledja, emprega 130 mil pessoas em 10 cidades de Pernambuco, e com um faturamento anual bruto próximo de R$ 1 bilhão e quase 19 mil unidades produtoras, “lutar para profissionalizar, ajustar a jornada de trabalho e melhorar a qualidade de vida delas, são desafios dos quais debateremos com profundidade muito em breve”, afirmou.
De acordo com ela, o desenvolvimento econômico da região do Polo ao longo da história passou por transformações em sua cadeia produtiva que precisam ser compreendidas, devido sua especificidade. E que boa parte desta atividade é realizada em regime familiar e domiciliar, regida pela informalidade e por isso precisa de uma atenção especial.
Disse que haverá de 23 a 25 de setembro seminários nos municípios em questão, onde o tema: Redução da Informalidade por meio do Diálogo Social, coordenado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) será utilizada como referência de que é possível, através de ações planejadas, alcançar objetivos que elimine as desigualdades neste setor produtivo.
“Neste eventos apresentaremos a publicação com pesquisa completa sobre as reais condições de vida e trabalho de tantas mulheres que no anonimato construíram e sustentam a dinâmica do Polo. Estas guerreiras são protagonistas no desenvolvimento e na transformação de muitos municípios do interior pernambucano. Para enriquecer os debates, teremos palestras com a professora, Sandra, da UNICAMP”, adiantou.