
O presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais de Mato Grosso do Sul (Fersep/MS) e presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores de Mato Grosso do Sul, Rudney Vera de Carvalho participou na última sexta-feira (14), da Audiência Pública contra a Terceirização, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
O evento foi organizado pelas Centrais Sindicais: Nova Central, UGT-MS, CUT-MS, CTB e INTERSINDICAL, Federação Interestadual dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias e Sindicatos, Federações e Confederações filiadas, Movimentos Sociais, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal e Assembleia Legislativa.
O senador Paulo Paim(PT),o palestrante convidado não pode comparecer, por problemas de saúde e foi substituído pelo presidente da Associação Latino-americana da justiça do trabalho, juiz Hugo Cavalcante.
Com auditório lotado e faixas contra o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015, que libera a terceirização ilimitada, inclusive da principal atividade de uma empresa. Cavalcante destacou as desvantagens da aprovação do projeto de lei que propõe a terceirização ilimitada, O magistrado pontuou que os funcionários nessa condição terão salário 30% menor do que aquele que trabalha na matriz, além de aumento no número de acidentes, em razão das condições de trabalho não serem as mesmas propiciadas pela empresa mãe.
Para o palestrante as audiências estão enfatizando a crueldade do projeto de terceirização, e a pressão e mobilização feitas pela sociedade organizada servem para mostrar que a terceirização precariza e desmonta o mundo do trabalho. “Você não vai saber mais quem é metalúrgico, bancário, comerciário, professor, enfermeiro, porque um escritório qualquer cria uma empresa que contrata os trabalhadores e, a partir dali, por seu livre arbítrio, começa a mandá-los para as áreas de produção. Essas empresas desconhecem o que manda a Constituição e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)”.
Segundo ele, o objetivo é que 40 milhões de trabalhadores não sejam retirados das empresas e colocados como terceirizados, mas sim que os 12,5 milhões de terceirizados tenham acesso ao mundo formal de trabalho e saiam da precarização.
De acordo com o palestrante o PL 30/2015, que está no Senado pode ter o rito de votação acelerado e entrar na pauta de votação dos senadores, pois faz parte da “ agenda positiva” com 27 propostas encaminhada esta semana pelo presidente do senado Renan Calheiros (PMDB), à presidente Dilma Roussef(PT). “O ato em MS assume uma importância ainda maior porque podemos estar as vésperas da aprovação de um projeto de lei que ira retirar os direitos dos trabalhadores brasileiros.É algo que nós unidos não podemos permitir”, salientou.
Fonte: FETEMS com adaptação Nova Central