Data de publicação: 13 Ago 2015


O tripé da maldade, Ditadura Militar, Impeachment e Terceiro Turno, deram as mãos para caminhada política da direita, devidamente autorizada, com garantia em São Paulo de que os policiais não vão portar armas, tendo ampla cobertura da mídia circense de olho no seu próprio umbigo, assim o domingão global da CBF e da Rede Globo, com pitadas de Aécio Neves, Paulin da Força, Caiado, Bolsonaro, Agripino e outros iguais toma o nome de manifestação.

Contra o que nem eles mesmo sabem. Na dúvida levam logo três, na hora da apoteose disputam na porrinha para saber qual vai ser a palavra de ordem. A volta dos milicos? A turma do Aécio acha radical a tese dos seguidores de Bolsonaro e joga no terceiro turno, dizem que já contratou consultor jurídico com estágio no Fluminense. Os boys agrários do agronegócio só têm um mugido, conforme o aboio do Caiado: impeachment.

O terreno não favorece ao senador Aécio Neves, sob desconfiança de bolsonaristas e caiadistas, militaristas e impeachmentistas, pode até ser vaiado. É preciso calcular o risco. O triste destino do Lobão, abandonado pelas fãs, assusta. E olhe que o panorama não está bom junto ao triunvirato tucano de São Paulo. Uma vaia, agora, soaria muito bem aos ouvidos de Serra e Aclkmin, não sendo flores de bom odor, mesmo assim desconfiam das aventuras mal cheirosos do senador tucano por Minas Gerais.

Assim, só pela sua tecitura interna, uma mistura de cobra de vidro com porco espinho, o ato da direita convocado é de deixar assustado. Manifestar, contra o quê mesmo? A corrupção? aí estaria xingando a si próprio. Contra as medidas econômicas do governo e as reformas neoliberais? Não pode ser, pois eles prometem sangrias ainda piores.

Por mais democracia? Incoerência, uma vez que pedem a ruptura da ordem institucional.

Por liberdade de imprensa? Nem pensar, justamente eles em um reduzido grupo de uma meia dúzia de dois ou três que ao final controla todos os meios de comunicação.
Então, quem são os que convocam para a rua no dia 16? São os sem sentidos, como se vê.

Não vão estar lá propondo jornada de trabalho de 40 horas, salário mínimo real, demarcação de terras indígenas, desenvolvimento sustentável, participação popular, fortalecimento do Estado para assegurar políticas públicas de qualidade, não. Ao contrário. Vetam tudo isso.

Com estes não há pauta comum. Então, mudando o refrão da música, posso dizer, não é com estes que vou. Meu caminho é do lado contrário. Só lamento pelos cativos anônimos que acompanham e obedecem as pantomimas da direita.
Fonte: https://www.facebook.com/sebstiao?fref=nf&pnref=story