
O Auditório Franco Montoro e os demais da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) foram tomados por mais de mil pessoas na manhã de segunda-feira (29/6) para participarem da Audiência Pública do Senado, presidida pelo Senador Paulo Paim (PT/RS), sobre a Projeto de Lei da Câmara (PLC 30/2015) que visa ampliar a Terceirização no Brasil.
A Nova Central - SP manifestou-se através do presidente Luiz Gonçalves (Luizinho), que alertou que o PLC 30/2015 deveria ser arquivado imediatamente, já que ele não atende os interesses de nenhum trabalhador (a) ao mesmo tempo em que provoca um desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), se for aprovado pelos senadores e promulgado pela presidente Dilma Rousseff.
De acordo com Luizinho quando o texto foi aprovado pelos deputados em Brasília, a classe trabalhadora não teve o direito de se manifestar e, o mais grave, teve suas sugestões recusadas. Isso causou muita preocupação, pois naquela mesma noite, Paulo Skaf, presidente da FIESP, falou por diversas vezes no horário nobre da TV que a terceirização resolveria definitivamente a condições e a relação de trabalho no país.
“Valeu nossa luta e empenho no Senado Federal que por atuação firme do senador Paim realizará audiências em todos os Estados. Nelas o Movimento Sindical terão a oportunidade de esclarecer para os trabalhadores (as) a verdade dos fatos. Em nome dos trabalhadores (as) representados pelos sindicatos filiados à Nova Central, o parabenizo pela brilhante e democrática iniciativa de promover esses eventos em todo o território Nacional”, afirmou Gonçalves.
Que para demonstrar o quanto a terceirização é perversa e prejudicial aos trabalhadores (as), utilizou como exemplo os projetos de reestruturação do sistema de transportes de passageiros urbano por ônibus da capital paulista, que desde a privatização da Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC) em 1993; a licitação em 2003 e a que está por vir, além de ter precarizado às condições de trabalho, reduziu significativamente postos de trabalho.