
Na Câmara dos Deputados e Senado Federal brasileiro, tramitam inúmeros Projetos de Leis com temas essenciais que podem mudar para pior à vida da classe trabalhadora, pois de acordo com a 6ª edição do estudo Radiografia do Novo Congresso, publicado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) esta legislatura será temerosa e preocupante para os trabalhadores (as).
Segundo José Alves do Couto Filho (Toré), presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Setor Diferenciado – SP e secretário Nacional de Assuntos do Transportes da Nova Central, os parlamentares que tomaram posse em 1º de fevereiro, mudaram completamente a correlação de forças na medida que pulverizou a representação partidária e diminuiu o número de deputados ligados ao movimento sindical.
Lamenta que sua composição [Congresso Nacional] majoritariamente seja composta pelo pensamento liberal economicamente, conservador socialmente, atrasado do ponto de vista dos direitos humanos e temerário em questões ambientais. Mas mesmo com todos estes percalços, incentiva para que as lideranças sindicais não se assustem e continuem firmes na luta.
“Recordo-me que já enfrentamos momentos duros e saímos vitoriosos. Nosso êxito dependerá e muito, de nossa capacidade de unidade nas ações. Não podemos fracionar a luta, somos uma só classe: a classe trabalhadora. Vamos ocupar as ruas, o Congresso e onde mais for preciso para dizer alto e bom tom que não aceitaremos retrocessos!”, afirmou Toré, na plenária de trabalhadores em transportes realizada terça-feira (5/5) no CMTC Clube em São Paulo.
Para ele, a solução mais viável passa por organizar diversas manifestações que rechaçam qualquer ameaça de retrocesso e exigir avanços que direcionam a construção de um Brasil mais justo e solidário. Citou como exemplos, as manifestações contra as Medidas Provisórias (MPs 664 e 665), que foram editados no final de 2014 com finalidade de gerar 18 bilhões de economia para alcançar a meta do superávit – economia para pagar juros da dívida pública.
Lamentou, que o ajuste fiscal proposto pelo Governo Federal, com medidas para gerar economia, veio à custa de mudanças negativas nos direitos essenciais dos trabalhadores (as), como o seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte, auxílio-doença, entre outros, além de estabelecer a terceirização da perícia médica que poderá ser feita por empresas privadas e, que está, em discussão na Comissão Mista no Congresso, não tenha sido suspensas como reivindicou as centrais sindicais.