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​Defesa da Petrobrás ganha destaque no dia de luta das centrais

29 Jan 2015


No ato unificado das centrais sindicais em São Paulo na quarta-feira (28/1), para cobrar do governo federal a revogação das Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, que mudaram as regras de acesso a direitos como o seguro-desemprego, abono salarial (PIS-Pasep), auxílio-doença e o seguro-defeso. Sindicalistas questionaram os rumos da política econômica adotados pelo Ministério da Fazenda, que poderá levar o país à recessão.

O diretor Estadual de Comunicação da Nova Central - SP, Nailton Francisco de Souza (Nailton Porreta), discursou em frente do prédio da Petrobrás e afirmou que o posicionamento da central é pela apuração dos crimes de corrupção na estatal, sem afetar a produção e o emprego dos trabalhadores (as).

“Uma empresa responsável por 13% do PIB e 20% dos investimentos no Brasil, não pode ser mais dirigida por pessoas sem escrúpulos, que se utilizam dos cargos para aumentar seus patrimônios particulares em detrimento dos interesses do povo brasileiro. Exigimos solução imediata para a situação dos trabalhadores (as) das empreiteiras que prestam serviços na empresa. Estes não podem ser confundidos com os envolvidos em escândalo”, disse.

Breve Raio–X dos empregos em risco na Petrobrás

Só nos metalúrgicos da indústria naval foram criados 80 mil empregos, porque a Petrobrás começou a fazer plataformas e navios no Brasil. O bloqueio das empresas brasileiras citadas na Operação Lava a Jato fará com que a Petrobras tenha que contratar empresas de fora, gerando desemprego.

No estaleiro no Rio de Janeiro, está previsto queda de 50 mil empregos. Dos 80 mil conseguimos com a reerguida da indústria naval, 50 mil estão em risco. Bloquear as empresas é colocar a conta nos trabalhadores (as). Punir e fazer mudanças estruturais é preciso, mas tem que preservar a empresa e garantir emprego do petroleiro próprio e do petroleiro terceirizado.

As centrais garantiram que não sairão das ruas e realizarão nacionalmente a Marcha da Classe Trabalhadora, no próximo dia 26 de fevereiro, quando entregarão uma pauta de reivindicações ao Executivo federal, aos governos estaduais e ao empresariado.

Entre elas, o fim do fator previdenciário; redução da jornada para 40 horas semanais; fim do Projeto de Lei nº 4330/04, que amplia as terceirizações; correção da tabela do Imposto de Renda; mais investimentos em saúde, educação e segurança. 
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