::: NCST - NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES :::

​Novo mandato de Dilma começará no “Fio da Navalha”

25 Nov 2014


De acordo com o diretor Nacional de Formação da Nova Central, Sebastião Soares, a presidente Dilma Rousseff, no afã de buscar a “governança possível”, evita a armadilha do golpe, busca base aliada no Congresso, protege e favorece o investimento. “A pergunta que fica é a seguinte: quem vai pagar a conta? Haverá aperto fiscal, arrocho monetário e muita ebulição social. Confrontos e greves poderão eclodir por todas as categorias como nunca antes visto na história deste País”.

Garante que o movimento sindical precisa ficar atento sobre se é interesse do governo deixar a regulação social e trabalhista por conta do “mercado”, sob o princípio da prevalência do “negociado sobre o legislado”. Sair da arena do conflito e deixar o combate direto entre patrões e empregados.

Acredita que ela já tem problema de sobras, sabe que vai enfrentar uma guerra com os servidores públicos e já tem a ojeriza do funcionalismo das carreiras típicas e de muitas outras da área federal pelo seu jeitão “thatcherista”. “De cara já mexeu com os brios do MST, contrariou e se colocou acima do Partido dos Trabalhadores tomando decisões contrárias ao partido; advertiu a revista Veja de que vai ter guerra, não vai tocar no Fator Previdenciário que vai continuar, não vai topar negociar jornada de 40 horas semanais e terá pouco interesse em evitar a terceirização sem limites”.

Afirmou que Dilma não tem nenhum problema em bancar um desenvolvimento à moda da China. O lema do governo será produtividade e competitividade, filosofia de índole ruim para a classe trabalhadora que significa produzir mais com os mesmos salários. “Dilma semeia a sua governança possível para manter o rumo do barco, pela direita e a favor do mercado”.

“Podem ser as ondas que se desfazem na praia ou vendavais que devastam governos; nesse momento, há um movimento aberto sobre a história do Brasil no qual estamos envolvidos. A eleição não era apenas um "CONFIRMA" que se exauria no ato do voto, a quem está na luta social ela é permanente e necessária, como agora, para disputar com o agronegócio e os bancos a hegemonia sobre o governo Dilma”, complementou Sebastião.
    Copyright � 2021 NCST | Desenvolvimento: Techblu.com