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Policiais Civis da Paraíba e federais realizam ato de paralisação

22 Maio 2014

Policiais civis de 11 Estados e do Distrito Federal fizeram uma paralisação nacional nesta quarta-feira (21/05). A greve teve duração de 24 horas. Os policiais farão ainda um ato em Brasília, com o apoio de policiais federais.

Segundo a Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis), os Estados que aderiram ao movimento foram: Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, PARAÍBA, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e Maranhão. “Estamos participando desta mobilização com o apoio da nova central, agindo de maneira a reduzir o funcionamento de apenas algumas delegacias desses estados que representam 30% do efetivo de policiais trabalhando para atender ao mínimo exigido por lei, sendo que alguns estados manterão o efetivo de 50%”, esclareceu Antonio Erivaldo, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores da Paraíba (NCST/PB).

Já os policiais do Maranhão não tiveram apoio do sindicato para integrar o movimento e os que participam o fazem por conta própria, segundo a Cobrapol.

Serão registradas apenas flagrantes e crimes contra a vida. A polícia não atenderá ocorrências, como por exemplo, furto de veículos, furto de pessoas, residências, ou fará a emissão de identidades.

Embora participem do ato em Brasília, os policiais federais afirmam que não pretendem parar a atividade, informou a Federação Nacional dos Policiais Federais. O ato teve início às 16h no Museu da República e seguir rumo à Praça dos Três Poderes.

Política Nacional

Segundo o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, todos os IMLs (Instituto Médico Legal) devem funcionar normalmente. Ele disse que a paralisação de 24 horas é para cobrar do governo uma política nacional de segurança pública.

— Hoje a polícia civil é carente de uma legislação nacional. Cada governador estrutura a polícia como quer. A polícia precisa de autonomia. Se alguém estiver sendo investigado e não for de interesse do governador, ele pode mudar o caso de lugar a hora que quiser. Isso não pode acontecer. A segurança pública chegou ao nível de barbárie. Hoje a nossa luta não é por salário, mas sim por respeito e para uma segurança decente a todos.

Os policiais querem um plano nacional e único de carreira. Cada Estado define as normas para a entrada na polícia, como por exemplo, a exigência de ensino médio ou superior. Cada Estado tem suas leis próprias para definir o nível de concurso para a entrada na corporação. Para os policiais, isso torna as condições desiguais de salários e de trabalho.

A Paraíba não vai aderir à mobilização nacional das polícias marcada para esta quarta-feira. O presidente da Associação dos Policiais Civis da Paraíba, Sandro Bezerra, disse que a categoria apoia a mobilização nacional, mas evitará que a população sofra com vandalismos e ataques que ocorreram na Bahia e em Pernambuco. Goiás enviará uma equipe de apoio a Brasília, mas as atividades seguem normalmente no Estado.

Polícia Militar

Na maioria dos Estados, a Polícia Militar não deve participar da paralisação. Na semana passada, greve da PM que provocou caoes Pernambuco. Sem os militares, o patrulhamento foi feito pela Força Nacional e pelo Exército.

Fonte: Com Click PB / Bayeuxjovem



 
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