As mulheres fazem novas escolhas, e vencem barreiras e preconceitos
6 Mar 2014
Março é o mês das mulheres, para homenageá-las, a Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de São Paulo (FTRESP), por intermédio da Comissão de Mulheres, iniciaram os preparativos para Dia Internacional da Mulher, que acontecerá no sábado (8/3). Segundo Eliane Freitas, coordenadora do evento, em nossa sociedade parece que as mulheres são pessoas de segunda categoria, tendo muitas obrigações e poucos direitos.
Reconhece que para mudar esta situação é preciso muita luta e organização. Disse que até por questões biológicas, entre o homem e a mulher existe uma diferença ligada às funções de reprodução: gravidez, parto, amamentação, ciclo menstrual.
“Estas características são usadas no sentido de nos inferiorizar, mas sabemos que desigualdade entre os sexos não é um problema biológico e sim social. Desde cedo nos ensinam, que temos que viver em função dos outros: pais, maridos e filhos. Ou seja, nos treinam para sermos tímidas, inseguras, medrosas, que não podem dizer (Não!) e terem que sempre obedecer”.
Sempre confiante de que é possível mudar esta realidade, lamentou que a origem da opressão sob as mulheres é anterior à divisão da sociedade em classes tal como é hoje, e que se acentuou com o surgimento da família patriarcal, isto é, a família que se organiza em torno do pai considerada chefe e com autoridade sobre a mulher e filhos.
Sorridente, comentou que com o passar dos anos elas ocupam postos antes inimagináveis e pela primeira vez na história do País o mandatário da Nação é uma mulher [a presidenta Dilma Rousseff], e que no seu governo federal mulheres chefiam Ministérios importantes. “Mesmo com todos estes avanços, por outro lado, segundo o DIEESE, na região metropolitana de São Paulo elas ganham 76% do salário dos homens para fazer as mesmas tarefas”.
Eliane destacou que levantamento da Fundação Perseu Abramo, realizado em 2010, apontava que cinco mulheres apanham a cada dois minutos no Brasil. Outra pesquisa, da Data Senado mostrou que somente 6% das entrevistadas consideram que a mulher é tratada com respeito, e 81% delas denunciariam caso presenciassem uma agressão.
Fonte: NCST/SP
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