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As centrais sindicais que formam o Grupo de Trabalho “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical” da Comissão Nacional da Verdade (CMV) promoveram no dia 01 de fevereiro, no Teatro Cacilda Becker, em São Bernardo do Campo, o Ato Sindical Unitário para reverenciar os heróis da luta operária e repudiar o golpe militar de 1964.
A cidade do ABC Paulista foi escolhida por ser o palco mais emblemático das lutas e greves dos trabalhadores contra as agruras e perseguições do regime militar, tendo estádio 1º de Maio, na Vila Euclides recebido mega assembléias e greves gerais lideradas no final dos anos 70 e início dos 80 pelo companheiro Luiz Inácio Lula da Silva.
O teatro ficou absolutamente lotado de lideranças sindicais, autoridades políticas, familiares de vítimas e membros de movimentos sociais que batalham por justiça e reparação, que homenagearam todos os companheiros que enfrentaram o regime militar em nome da liberdade de todo o povo brasileiro.
Prestaram emocionados depoimentos testemunhas vivas daquele período terrível, como o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, o deputado estadual, Adriano Diogo (PT-SP), o presidente nacional da Força Sindical, Miguel Torres, o presidente da Central Sindical de Trabalhadores, Antonio Neto, o diretor da Intersindical, Manoel Melato, o diretor da CGTB, Osvaldo Lourenço, o presidente da Conlutas, Luiz Carlos Prates, além do filho do ex-presidente João Goulart (deposto pelo golpe), João Vicente.
Representou a Nova Central Sindical de Trabalhadores São Paulo, o presidente Luiz Gonçalves, que enquanto funcionário da extinta CMTC nos anos 70 foi perseguido, preso no DOPS e cerceado por quatro do seu direito de trabalhar.
Em suas palavras, Gonçalves afirmou que a vitória dos trabalhadores contra a ditadura é um marco histórico do movimento sindical em todo o mundo, por isso, as gerações devem “conhecê-la”, “reverenciá-la” e “usá-la” como instrumento de transformação dos problemas sociais que o país vive atualmente.
Aos trabalhadores presentes ressaltou a importância da organização de classe, da politização e do fortalecimento dos sindicatos em torno das grandes lutas enfrentadas pelo movimento sindical. “Todos os combatentes devem estar preparados para as batalhas que teremos pela frente, pois somos essenciais e fundamentais para o crescimento do país. Por isso exigimos e valorização as nossas reivindicações”, disse.
O ato sindical teve como desfecho todos os companheiros homenageados com diplomas unidos e cantando o hino da Internacional Comunista, que embalou e inspirou lutas históricas da classe trabalhadora contra os inimigos da liberdade, da democracia e da justiça social.
Fonte: NCST/SP