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Crise capitalista, não vamos pagar essa conta!

24 Jan 2014

Nesta quinta-feira (23/01), o diretor de segurança e saúde no trabalho da Nova Central, Jairo José, teve a oportunidade de participar de um importante debate sobre: A Grande Crise Capitalista Global 2007-2013 (Gênese, Conexões e Tendências), realizado no Gasômetro às 9h durante o Fórum Social Temático 2014 em Porto Alegre.

A mesa foi constituída por: Aloísio Barroso - Diretor da Fundação Maurício Grabois, Luiz Dulci - Instituto Lula, Marcelo Abdala - Coordenador da PIT/CNT Uruguai e Soubhi Mohamed (Hamouda): CI FSM - Marrocos.

Entre os assuntos tratados houve a exposição da Organização das Nações Unidas (OIT) que informou ser o desemprego no mundo ainda muito alto, girando em torno de 202 milhões. Já o PIB mundial que hoje é de 63 trilhões de dólares, representando 5.500 reais por mês, equivalente a uma família de quatro pessoas. E desta forma os palestrantes discutiram possíveis alternativas que permitam, apesar do cenário econômico atual, que todos consigam viver com maior conforto e qualidade.

Em relação a fome no mundo que já atinge mais de um bilhão de pessoas, e condena à morte lenta de cerca de 10 a 11 milhões de crianças por ano, enquanto que a produção de grãos por dia, produzidos é de 800 gramas por pessoa, sem falar na produção de tubérculos, legumes, frutas, peixe entre outros, sendo este um dos maiores problemas enfrentados hoje no que diz respeito a erradicação da pobreza no Brasil.

Outro dado levantado foi sobre a exposição de certa de 10% de pessoas detentoras da riqueza em todo planeta, em torno de 55% da riqueza mundial, sendo que 25% do PIB do Brasil estar nos paraísos fiscais."É uma vergonha que os ricos possam comprar propriedades, enquanto os pobres compram bens de sobrevivência. Portanto a concentração de riqueza está sempre nas mãos de poucos, e cada dia mais estes valores são elevados", observa Jairo José, NCST.

Outros dados tratados engrandeceram a palestra sinalizando ser a democratização da economia representada muito mais do que o sentido de um novo equilíbrio político: significando um resgate do sentido das coisas, ou reencontro entre os objetivos econômicos e objetivos humanos. "A vida não precisa ser idiota, as tecnologias não precisam nos escravizar, mas é o que está acontecendo", expõe Jairo.

Para muitos, a globalização é uma coisa antiga e não permite que seja observada com profundidade as transformações estruturais recentes. Metade da população mundial ainda vive da agricultura familiar, e cerca de um terço cozinha com lenha, além de centenas de milhões de pessoas ainda buscarem sobreviver da pesca artesanal costeira, e um quarto da população mundial ainda não tem acesso à eletricidade.

Resumindo: a globalização não é um processo uniforme e acaba por gerar um abismo profundo entre uma minoria dentro dos países e o padrão de desigualdade interna na América Latina das outras regiões passando a ser a participação dos 10% das famílias mais ricas na renda total.

"Já no Brasil a renda per capita desses 10% mais ricos da população é 32 vezes a mais do que os 40% da população mais pobres. A agenda teórica da economia mundial nos leva para a questão da governança democrática planetária. Há uma economia global. Não há governança global", afirmaram os palestrantes.
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