GREVE EM CURITIBA CONTINUA!
6 Dez 2013
A última conversa entre patrões e empregados, mantida na tarde de segunda feira, na sede do Sindicato Patronal foi de rever a oferta anterior que era de R$ 880, para R$ 889. E sem nenhuma outra vantagem para os trabalhadores. Em relação ao salário mínimo do trabalhador no Paraná, que será aumentado em maio, ainda há uma defasagem de R$ 26 reais, com a agravante de que não há retroatividade sobre as perdas anteriores e correção até a próxima convenção classista cuja data base é 1º de Outubro.
Diante desta insensibilidade os trabalhadores resolveram continuar o movimento grevista, mesmo depois de um ato do Poder Judiciário que decidiu por uma liminar de interdito proibitório, amordaçando os trabalhadores, que não poderão mais se manifestar através de protesto sonoro, mesmo que pacificamente.
Nesta terça-feira, diante da decisão da Justiça, os trabalhadores continuaram a percorrer os estabelecimentos agora atingindo os motéis de Curitiba. As manifestações foram diante de casas distribuídas ao longo da Rodovia do Café e na região de São José dos Pinhais.
Nesta quarta-feira os protestos emudecidos serão novamente nos hotéis e restaurantes do centro de Curitiba.
Na quinta-feira, ao meio dia, aconteceu uma grande passeata de protesto no calçadão da Rua XV, quando os trabalhadores desfilarão com mordaças e levarão faixas expressando o descontentamento com a atual situação.
“As manifestações de alguns patrões através da Rede Mundial de Computadores tem sido catalogada pela Comissão de Greve, a fim de mostrar qual é a postura que eles vêm tomando diante de nossos protestos. A ironia, a humilhação e o desdém tem sido armas para desmerecer o movimento, além de palavras de ordem que evidenciam cada vez mais a truculência pela falta de argumento para salários tão insignificantes, mantidos a força e a intimidação de uma classe que tem no seu trabalho a única forma de sobrevivência”, explicou o presidente do Sindehotéis, Luís Alberto dos Santos.
“O que essa greve tem gerado é o desestímulo de profissionais, tendentes a cada vez mais a trocar de profissão”, alerta Wilson Pereira, presidente da Fethepar. “Com salários rasteiros o profissional de hospedagem e gastronomia se vê obrigado a buscar outra forma de sobrevivência. Não é possível continuar numa profissão onde nem um salário mínimo seja garantido. E muito menos sem quaisquer outros benefícios que pudessem estimular uma carreira. Jovens diversificam sua escolha desviando da nossa classe por entender que não é compensadora. Os mais antigos vão procurando apressar suas aposentadorias e só ficam mesmo no mercado aqueles que se tornam indispensáveis e aí recebem um pouco mais de consideração. É triste constatar isso num momento em que a profissão deveria estar em alta, com a aproximação da Copa do Mundo, das festas de fim de ano e das temporadas de férias. Pode ser o caos geral”, advertiu Wilson.
Fonte: Contratuh
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