Aproximadamente 1000 pessoas bloquearam os dois acessos da Ponte de Cabeçuda, em Laguna no dia 11 de julho pela tarde, por volta das 14h30min. A paralisação foi composta por cerca de cinco centrais de trabalho, bem como a Nova Central, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) entre outras, em busca reivindicações para melhores condições de trabalho. O bloqueio formou filas de sete quilômetros nos dois sentidos. Os principais pontos solicitados pelos trabalhadores, é que 10% do PIB seja destinado à educação, e 10% do orçamento da União para a saúde. Além disso, são pautados como prioridades, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de trabalho, bem como transporte público e de qualidade.
O sindicalista Célio Elias revela que esta é a primeira vez que as diferentes categorias se uniram em busca de melhorias trabalhistas. “Essa luta não é uma luta de apenas uma classe, mas sim de todos. É uma bandeira única dos trabalhadores, o povo unido tem mais força”, conta. “Nosso principal objetivo é fazer com que as pautas dos trabalhadores ande dentro do congresso nacional. Quando pedimos diminuição da carga horária, o que aumentaria o número de pessoas empregadas, senadores e deputados preferem não discutir sobre o assunto, já que a maioria deles representam a indústria. Nosso próximo passo é pressionar os congressistas para que possamos conquistar as pautas”.
Enquanto estiveram na ponte, os manifestantes cantaram o hino nacional. A intenção era que no dia 16 de julho, sedes da Previdência Social fossem paralisadas. O local foi liberado por volta das 16h20min.
Fonte: NCST/SC