A Nova Central, desde a sua fundação, sempre questionou as correções aplicadas às contas do FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, inclusive com encaminhamentos ao governo federal, denunciando o problema e reivindicando mudanças.
A Nova Central não aceita o fato da correção ficar abaixo da inflação, como ocorreu em 2012, quando o índice inflacionário alcançou a 5.8% e a correção do FGTS foi de apenas 3.8%.
Segundo o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos, a entidade solicitou ao DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos) estudo sobre as defasagens atuais na correção monetária das contas do FGTS. Por outro lado, a assessoria jurídica da Nova Central está examinando ações concretas que possam ser aplicadas em defesa dos direitos de trabalhadores e trabalhadoras prejudicados com as correções de 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial), desde 1991.
Com a definição da TR como fator de correção dos saldos das contas do FGTS, a partir de 2001, em decorrência de sentença do Superior Tribunal de Justiça-STJ, a correção das contas do FGTS passou a ficar abaixo da inflação.
“Considerando a realização do nosso III Congresso nos próximos dias 25 a 29 de junho, vamos apresentar esses estudos para os debates em grupo e o resultado será assumido pela Nova Central. Com certeza estamos tomando todas as medidas efetivas para resguardar os direitos da classe trabalhadora e, principalmente, exigir do governo medidas eficazes para proteger os depósitos das contas do FGTS da grave depreciação quem tem ocorrido”, concluiu José Calixto.