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Centrais sindicais de Goiás rechaçam projetos dos empresários

23 Abr 2013

Fórum Estadual das Centrais Sindicais debate e condena 101 propostas da CNI

As 101 Propostas da CNI (Confederação Nacional da Indústria) enviadas à presidente Dilma Rousseff, que fazem mudanças bruscas nos direitos dos trabalhadores, foram tema de debate realizado na manhã do dia (22/04) pelo Fórum de Centrais Sindicais do Estado de Goiás.

O evento aconteceu na Escola Superior de Advocacia da OAB, em Goiânia, e contou com a participação de lideres sindicais e representantes da Nova Central Sindical dos Trabalhadores em Goiás (NCST-GO), da Força Sindical, da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), e do DIEESE (Departamento Intersindical de Estudo e Estatísticas Socioeconômicas).

                                        
O debate foi precedido de palestra sobre o tema ministrada pelo ex-presidente do Conselho Estadual de Educação e atual vice-presidente da CTB, professor José Geraldo Santana.

De posição firme, ele assegurou que as propostas da CNI, se transformadas em leis, consistirão da “maior derrota que os trabalhadores brasileiros tiveram até hoje”. Isto porque, segundo ele, as propostas levariam a um retrocesso de mais de cem anos. “Voltaríamos àquilo que era preconizado por volta dos idos de 1916, quando se admitia a locação de mão-de-obra”, diz.


                     
Santana foi enfático ao dizer que as propostas “rasgam a Constituição Brasileira”, e põem por terra o estado democrático de direito. “São estas propostas uma lástima, um impedimento para continuarmos caminhando rumo à cidadania plena”, emenda.

O presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores em Goiás, e presidente do Fórum das Centrais Sindicais em Goiás, Mauro Zica, disse que o momento é de os trabalhadores mais do que nunca estarem unidos. “Precisamos unir toda a classe trabalhadora brasileira e ocupar todos os espaços protestando contra estas 101 famigeradas propostas. Precisamos ir para o Congresso Nacional, seguir os passos da presidente Dilma e fazer manifestações por onde ela passar, enfim, precisamos ganhar as ruas para evitar o retrocesso contido nestas propostas”, ressalta.

Sucesso

Mauro considera ter sido um sucesso o debate na Escola Superior de Advocacia da OAB. “Não vou negar meu entusiasmo com a participação tão intensa neste primeiro evento, o que nos encoraja a espalhar a ideia pelo Brasil afora”, declarou.

Do mesmo ponto de vista compartilha a diretora do DIEESE em Goiás. Leila Brito: “foi uma atividade marcante, por esclarecer sobre os malefícios que as 101 propostas da CNI trazem à classe trabalhadora, ao mesmo tempo em que foi um evento que dá um pontapé na necessidade de os trabalhadores brasileiros unirem-se para impedir que tais propostas sejam transformadas em lei”, resumiu.

Mauro Zica disse que o próximo passo será realizar um evento ainda maior, convocando sindicatos de todos os setores a debaterem o assunto. Até a semana que vem já teremos reunido para decidir onde e quando, o mais rápido possível, fazer um novo encontro para debater o tema, de forma bem mais ampliada”, finalizou.

Fonte: Assessoria de Imprensa da NCST-GO / Por Robson Filene
Fotos: Kamilla Gadêlha

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