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Nova Central na I Conferência do Trabalho Decente

8 Ago 2012



Para a classe trabalhadora, trabalho decente requer ambiente sadio para o trabalho, salários dignos e proteção social, respeito e garantia aos direitos sindicais e trabalhistas. Essas condições, indisponíveis e inalienáveis, sofrem violações graves, no Brasil. 

O Mundo do Capital não tem medidas na sua busca de lucro. É da sua própria essência. Para isso, vale tudo. Condições de trabalho análogas à escravidão, desumanas ou degradantes,  trabalho infantil, más condições nos ambientes de trabalho, perseguições a dirigentes sindicais e a trabalhadores - inclusive com assassinatos -, cerceamento da atividade sindical por parte de patrões e governos; reduzido número de fiscais do trabalho, que, também, sofrem perseguições. Um exemplo disso, está a bandeira levantada pelo Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de SP e Região), liderado por Francisco Calasans, Diretor da Nova Central, que luta para sanar as irregularidades cometidas pela rede Mc Donald's, contra o Trabalho Decente.

A Nova Central participará de maneira efetiva e colabora na elaboração do documento unificado das Centrais Sindicais para a promoção do Trabalho Decente, a ser apresentado durante o evento.

A Agenda apresentada para a Conferência contempla entre outros assuntos, os princípios unitários entre as distintas representações dos trabalhadores. As atividades do encontro terá início hoje (08/08), às 16h encerrando suas atividades no dia (11/08), com apresentação de 4 Eixos Temáticos, com participação da Nova Central em todos eles, além da realização de 2 Plenárias de encerramento.

“Este grupo, apesar de pequeno é coeso e tem qualificação, com capacidade e qualidade para participar dos debates desta Conferência e representar todos os trabalhadores deste país. Fico feliz com a vinda de todos vocês neste evento, pois são os legítimos representantes da classe trabalhadora. Repito, não somos melhores do que ninguém, mais sim, fazemos a diferença”, diz o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos.

Segundo a coordenadora da atividade e Diretora da NCST, Ledja Austrilino, a participação da Central se fará com presença de 32 delegados. “Este é o momento para que todos mostrem a representatividade que tem a Nova Central. Fiquem atentos, não aceitem qualquer proposta, pois já existe previamente um acordo entre as centrais. Defendam as nossas bandeiras de luta, opinando de maneira autônoma, com base em boas argumentações”, alerta a Diretora.

Já Moacyr Roberto Tesch, Secretário-Geral da Nova Central, que também participou da organização do evento, orientou que todos observem as propostas que venham dividir as centrais, e assim, que os dirigentes não façam nenhuma discussão sobre elas. “Sei que aonde houver um representante da Nova Central, iremos fazer diferença”, encerra o Secretário.

Houve a separação dos Eixos Temáticos por estados e a bancada dos trabalhadores vão se articular para debater as principais bandeiras, sempre em favor da classe trabalhadora. A partir de amanhã (09/08), as 12 oficinas irão provocar os debates propostos para a Conferência. “Estou confiante que a Nova Central irá desempenhar um grande papel nesta Conferência”, enfatiza o Vice-Presidente da Nova Central, Omar José Gomes.

 

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