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Ato contra a desindustrialização marca aniversário de 240 anos de Porto Alegre

30 Mar 2012

Um ato com a grandiosidade do desafio que encara mobilizou quase 10 mil pessoas no Centro de Porto Alegre, no dia em que a capital dos gaúchos comemorou 240 anos de vida. A caminhada contra a desendustrialização do Brasil levou para as ruas do Centro Histórico centrais sindicais, lideranças empresariais e estudantis convencidas de que somente juntos poderão vencer a invasão de importados que reduziu o tamanho da industria brasileira de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2000, hoje está reduzida a menos de 15%.  O alerta vem da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), uma das principais promotoras do evento, que começou no Rio Grande do Sul e prossegue em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, chegando à Brasilia, em maio, quando os representantes do Grito de Alerta pretendem entregar à presidente Dilma Rousseff documento com o mesmo teor do recebido pelo governador Tarso Genro, em que são elencados 22 itens considerados essenciais pelo movimento.

Valter Souza, presidente da Nova Central no estado liderou a expressiva representação de sindicalistas que vieram de todos os recantos para se somar ao histórico acontecimento. Presidentes e diretores de sindicatos e federações filiadas enfrentaram a estrada e a chuva que caiu no meio da tarde na Capital, mas que não arrefeceu o ânimo dos manifestantes de cantar e gritar palavras de ordem no decorrer do percurso entre a prefeitura de Porto Alegre e o Palácio Piratini, sede do executivo estadual. Acostumada ao protagonismo do movimento social, a população da cidade reagiu com simpatia aos ativistas, que distribuíam folhetos explicando o perigo que ronda o emprego dos amigos, vizinhos e mesmo o próprio, com a ameaça crescente da desindustrialização.   

Presente na audiência com o governador, Valter Souza, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre e vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário do RS, destacou o fato de Tarso Genro ter se colocado na posição de  interlocutor junto à presidência da República, “para que haja recomposição da indústria e que retomemos o nível de emprego, com a competitividade que o Brasil precisa”, assinalou. 

Referindo-se ao governador gaúcho, Gilson Trennepohl, diretor presidente da Stara - Indústria de Implementos Agrícolas e vice-

presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do RS, definiu Tarso Genro como um conhecedor e defensor da causa, sendo um dos grande incentivadores do movimento. “Vamos dar emprego para os brasileiros. Não queremos esmola, só queremos competir de igual para igual com as empresas que estão trazendo máquinas prontas para dentro do Brasil”, reclamou, desafiando os empresários estrangeiros a vir produzir no Brasil, gerando e não tirando emprego do trabalhador brasileiro. 


Fonte: NCST/RS 




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