Professores da rede pública de todo o País iniciam nesta quarta-feira(14) manifestações para defender o pagamento do piso salarial por gestores municipais e estaduais. Na pauta de reivindicações, está também a garantia de mais recursos para a educação: 10% do Produto Interno Bruto (PIB), eles querem.
Este ano, com o reajuste proposto pelo Ministério da Educação, o piso subiu 22% e passou a R$ 1.451. Levantamento feito pela Agência Brasil na semana passada com base em informações das secretarias estaduais de Educação mostra que nove Estados não pagam o valor. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e Cultura (CNTEEC), são 14 os Estados que não cumprem o valor do piso nacional do magistério. Alguns governos estão divulgando valores que não se referem ao piso, mas à remuneração total, para se enquadrar.
Passeatas, assembleias e até seminários estão marcados na programação dos sindicatos locais. Em São Paulo e Minas Gerais, há panfletagens previstas durante os próximos três dias em locais de grande circulação de pessoas. Na Bahia, haverá assembleias de trabalhadores em cerca de 50 municípios baianos. Em Salvador, está prevista uma caminhada e panfletagem sobre a paralisação. No Cerá, a estratégia será a realização de seminários.
Em Goiás, os professores vão visitar gabinetes de deputados em busca de apoio. Em Pernambuco, há uma passeata marcada para as 14h. No Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul, os professores vão decidir se entrarão em greve durante a tarde.