Com objetivo de debater a ampliação da participação feminina nos espaços de poder, o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais abriu o Março Mulher com a realização de um Seminário sobre “Reforma Política”.
A atividade aconteceu dia 02 de março, no auditório da Câmara Municipal de São Paulo. Participaram do seminário dirigentes sindicais de varias entidades e alguns dos movimentos sociais destacamos a participação das companheiras Marilene Aparecida Guilherme e Maria Deide dos Reis Alves da NCST-MG.

A mesa de abertura foi composta pelas as secretárias nacionais das centrais sindicais, Vereador Cláudio Prato do PDT-SP e pelo presidente da NCST-SP, Luiz Gonçalves que em suas palavras afirmou que "as mulheres devem atuar de forma igualitária aos homens em todos os setores produtivos da sociedade, e que a entidade compõe com satisfação a somatória de ações com as demais centrais pela justiça social". Também fizeram uso da palavra na abertura, Joílson Cardoso, secretário de Política Sindical e Relações Institucionais da CTB, e Paulo Sabóia da CGTB.
A Secretaria Nacional da NCST, Sônia Zerino destacou a importância da participação feminina na política, o debate sobre estas questões, que são fundamentais para a melhoria da sociedade já que tudo esta diretamente ou indiretamente relacionado à política.
Esteve palestrando, a Deputada Federal, Janete Pietá (PT-SP), a chefe de gabinete da Deputada Federal Luiza Erundina, Muna Zen e a Secretária da Mulher do PCdoB, Ana Martins.
Para Ana a realização de atividades como esta são de extrema importância para preparar e politizar as mulheres para que possam assumir o seu papel no cenário político brasileiro.
Janete Pietá ressaltou a necessidade e a importância da reforma política. “Hoje as mulheres representam 52% da população brasileira que ainda são timidamente representadas nos cargos Executivos e Legislativos. Atualmente na Câmara dos Deputados em Brasília são 513 parlamentares e destes apenas 48 são mulheres”.
Muna Zen, falou também da sub-representação das mulheres nas esferas de poder. “Estamos participando de um seminário numa casa legislativa na qual não temos sequer 10 % de representação. O processo eleitoral de 2012 se apresenta como um desafio, de ampliar a participação de mulheres no espaço de poder. É inconcebível ainda que existam municípios onde nunca houve representação feminina”.