Data de publicação: 16 Fev 2012


 

Durante um bom tempo, a classe trabalhadora foi renegada a posição de simples espectadora da história política no Brasil. Atualmente, os trabalhadores são percebidos como o fiel da balança dos partidos políticos brasileiros que se empenham cada vez mais para estreitar as relações com o intuito de melhorar o relacionamento com a sociedade, fortalecer as suas bases regionais e intervir favoravelmente nos retrospectos eleitorais em todo território brasileiro.

Neste sentido, percebemos que a iniciativa é algo muito oportuno para a melhoria da relação entre os partidos políticos e o movimento sindical, representantes legítimos das classes trabalhadoras. Desta forma, não seremos nós que apontaremos obstáculos nessa relação que tende a crescer, até mesmo porque acreditamos que as ações que serão instituídas, revelarão com mais evidência os anseios e expectativas do povo trabalhador.

O trabalhador de hoje está preocupado com a sua valorização profissional e sabe da sua importância em vários processos decorrentes de quaisquer instrumentos que visem à promoção dos movimentos sociais e da própria defesa dos seus direitos. Os partidos políticos precisam se mostrar muito bem preparados na condução da relação que se pretende construir com a classe trabalhadora, uma vez que muitos trabalhadores são conhecedores do atual cenário de desenvolvimento que vivem os seus estados.

Não existe mais espaço para pessoas que se mantém afastadas dos processos da vida comunitária e das relações políticas e profissionais. É preciso que haja mais autoridades públicas legislando a favor dos trabalhadores.

Senhores governantes, a quantidade de projetos apresentados nas "Casas de Leis" ainda são poucos. É necessário um empenho maior para atender as demandas daqueles que honram o país com o seu trabalho e dedicação.

Muitas vezes nos apegamos às organizações internacionais para decidirmos sobre a viabilidade de situações que existem na relação trabalho-capital. Como podemos perceber muita coisa ainda precisa ser feita e a democratização da relação político-sindical, se conduzida de forma compromissada, transformará o nosso país numa grande referência mundial.

Devemos trabalhar unidos por este ideal.

Por Lauro Queiroz Rabelo - Presidente da Nova Central do Espírito Santo.