
As centrais sindicais CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT realizaram no dia 30/09, em São Paulo, o Seminário Estadual “Mulheres Unidas pela Promoção da Igualdade” para debater os projetos em tramitação na Câmara (4857/2009 e 6653/2009) e no Senado (PLS 136), que criam mecanismos para prevenir e coibir a discriminação contra a mulher, garantindo as mesmas oportunidades nas relações de trabalho urbano e rural.
A mesa de abertura foi composta pelas as secretárias estaduais e nacionais das centrais sindicais, pelo presidente da Nova Central, Luiz Gonçalves, que em suas palavras afirmou que "as mulheres devem atuar de forma igualitária aos homens em todos os setores produtivos da sociedade, e que a entidade compõe com satisfação a somatória de ações com as demais centrais pela justiça social". Também fizeram uso da palavra na abertura os presidentes da CTB-SP, Onofre Gonçalves; da CGTB-SP, Paulo Sabóia e o secretario geral da UGT, Canindé Pegado.

A Nova Central-SP contou com a participação expressiva de trabalhadoras de várias categorias que demonstraram seu empenho na luta por igualdade nas relações de trabalho. Maria dos Anjos Mesquita Hellmeister (Mariazinha), secretária-geral da NCST-SP, destacou a importância da igualdade entre homens e mulheres e que “não podemos mais esperar que os outros decidam por nós". Sônia Zerino, Secretaria Nacional para Assuntos da Mulher e Juventude NCST ressaltou a importância de incluir aos projetos a questão da CIPI - Comissão Interna de Promoção da Igualdade e do CERAD - Cadastro de Empregadores Responsáveis por Atos Discriminatórios discutidos no GT do PL 6653/2009 e posteriormente retirado. “Mobilizarmos nos estados é essencial para conseguirmos que os projetos avancem. Precisamos inserir a pauta das mulheres na discussão política. Com divulgação e mobilização conseguiremos a aprovação dos projetos, que encontram resistência em diversas bancadas no Congresso Nacional”.
A senadora Marta Suplicy esteve presente ao evento e fez uma breve saudação às trabalhadoras. Ao final, foram consensuadas ações para a aprovação dos projetos: divulgação para o conjunto da sociedade; articulação de apoio junto às bancadas no Congresso Nacional; busca de audiência com a presidenta Dilma; inclusão da discussão dos PLs na pauta das Conferências Estaduais e Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres.
Fonte: CNTI (Secretaria Para Assuntos de Trabalho de Mulher do Idoso e do Adolescente)