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LANÇAMENTO DO ANUÁRIO DE MULHERES BRASILEIRAS PELO DIEESE EM PARCERIA COM A SPM REFORÇA LUTA PELA IGUALDADE

7 Jul 2011

As mulheres representam hoje 51,3% da população brasileira – maioria que não significa superioridade, nem mesmo igualdade de gêneros. Lançado na tarde de segunda-feira, dia 4, em São Paulo, o Anuário de Mulheres Brasileiras, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), traz essas e outras informações acerca do perfil nacional feminino, onde consta estatísticas sobre oito temas, entre eles, família, saúde, educação, violência, política e trabalho .
 
Três aspectos ganham destaque entre os indicadores: as condições da mulher no mundo do trabalho, a ocupação feminina dos espaços de poder e os casos de violência doméstica. A secretária de articulação institucional da SPM, Angélica Fernandes, ressaltou a necessidade de avanço na participação feminina em todas as instâncias de poder. “Temos um déficit democrático no Brasil e as mulheres estão muito aquém de ter sua representação enquanto parcela da população nos espaços de poder, seja legislativo, executivo ou judiciário. Nós podemos ter a lei que tiver, mas se não houver uma campanha forte, não há decreto ou lei que mude a cultura. Então precisamos acessar aqueles que possam efetivamente fazer com que lei que a gente aprova vire realidade”.Zenaide Honório, presidente do Dieese, destacou que a participação feminina no mercado de trabalho reflete funções sociais historicamente atribuídas ao gênero feminino, como é o caso das domésticas – função hoje ocupada por sete milhões de mulheres-, como coloca a técnica do Dieese, Patrícia Costa.

“Trazemos um capítulo, inclusive com indicadores sobre o trabalho não remunerado, ou seja, aquela de dupla jornada da mulher, em que a mulher trabalha 44 horas semanais, chega em casa e trabalha mais 20 ou 30 horas para organizar seu lar. O momento é muito feliz por poder disponibilizar dados tão ricos e trazer esse debate”.

Fica claro também a desigualdade de salários entre trabalhadores de gêneros distintos ocupantes de uma mesma função.

Sônia Zerino, Secretária Nacional para Assunto da Mulher da NCST destacou que apesar grandes avanços no debate sobre as desigualdades de gênero e raça ainda é muito tímida nossa representação nos espaços de poder e enfatizou que a negociação coletiva é de suma importância e instrumento fundamental para a promoção da igualdade de oportunidade de gênero e raça no trabalho. Parabenizou o Dieese e a SPM pela construção e divulgação do material e que sua elaboração é de grande valia para sociedade e a organização sindical.

A apresentação do anuário foi realizada pelo técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, e acompanhada por representantes de cinco diferentes centrais sindicais (CUT, Força Sindical, NCST, UGT e CTB). Esteve presente também no lançamento a companheira Maria Hellmeister, diretora da NCST-SP, e demais companheiras da diretoria do sindicato que ela preside.
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