
A regulamentação da profissão de motorista há vários anos repousa nas gavetas do Congresso Nacional, sem que haja uma solução favorável à valorização e bem-estar dos milhares de trabalhadores país afora.
Porém, este assunto tão relevante na pauta da categoria, no último dia 17 de junho, voltou à esfera dos debates com a realização de uma Audiência Pública Regional Sudeste, no auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa de São Paulo.
De acordo com o senador Paulo Paim (PT-RS), autor do Projeto de Lei 271/2008 que cria o Estatuto do Motorista, não se pode aprovar um projeto tão importante sem que haja o claro entendimento entre empregados e empregadores.
Paim, que também coordenou a audiência, observou que a aprovação do estatuto deve colaborar substancialmente para a melhora da qualidade do trânsito com diminuição de acidentes, tendo em vista que os profissionais estarão regidos por uma legislação com direitos e deveres.
Várias lideranças sindicais do setor de transportes estiveram presentes ao debate expondo, em discursos contundentes, as principais reivindicações em benefícios dos trabalhadores. Uma destas vozes foi a do presidente da NCST-SP, Luiz Gonçalves.
"A Nova Central vai lutar bravamente pela regulamentação da profissão. Nossos companheiros não podem mais ser explorados e desassistidos de seus interesses pelo descaso do governo, que se deixa levar pela má vontade política e ações dos lobistas de plantão", disse.
O assessor político da Nova Central, Luiz Festino, no entanto, defende a regulamentação única, que contemple as necessidades, por exemplo, de trabalhadores com vínculo empregatício em regime de CLT e os autônomos.
"Todos os companheiros que militam no transporte merecem ser resguardados por uma regulamentação consolidada. Este é o caminho para o fortalecimento e valorização desta profissão tão vital para o desenvolvimento da nação", afirmou.
Fonte: Willian Ribeiro / NCST-SP