Nova Central lamenta mortes em escola de Suzano e se solidariza com as famílias das vítimas

Data de publicação: 14 Mar 2019




Companheiros e companheiras,

 

A Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST encontra-se consternada com a barbárie ocorrida ontem, 13/03, na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano-SP. Impossível não se sensibilizar com a dor e o sofrimento das famílias que, tão precocemente, perderam seus filhos, sobrinhos e netos em um inexplicável atentado.
 
Nossa preocupação, todas as vezes que sangue brasileiro corre em circunstâncias que resultam em mortes, é buscar junto ao poder público alternativas que possam solucionar, ou ao menos reduzir, incidências do tipo.
 
Aproveito o lamentável caso de Suzano para me debruçar em cima de dois temas que, na minha modesta avaliação, são sensíveis ao ocorrido. Assentado em dados factíveis e apuráveis venho a vocês, meus prezados companheiros, provocar uma relevante reflexão: o Mapa da Violência 2018 trouxe dados estarrecedores. Com 62.517 homicídios em apenas um ano. O estudo produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), coloca o Brasil em um patamar de homicídios 30 vezes maior do que o da Europa. Desta infinidade de mortes, 71,6% destas mortes foram causadas com o emprego de armas de fogo. Será que facilitar a posse desse tipo de armamento vai intimidar a redução de crimes do tipo? As estatísticas apontam que não!
 
Outro ponto sensível é a famigerada Emenda do Teto de Gastos, que congela investimentos públicos por 20 anos com objetivo de fazer sobra de caixa nos cofres públicos para o pagamento de juros e amortizações de uma dívida pública altamente questionável e jamais auditada, desrespeitando texto constitucional que, muito sabiamente, estabeleceu sua realização até hoje pendente. É congelando investimentos prioritários e liberando a gastança com as finanças que iremos reverter esse lamentável cenário que passamos?
 
Penso que a melhor maneira de reagir aos problemas que se acumulam é apontando soluções. Que a honestidade nos debates suplante interesses econômicos e (ou) ideológicos inconfessáveis em nome do bem-comum. A Nova Central, para além de suas atribuições, historicamente se posiciona sobre temas de grande impacto social. Permanecemos vigilantes e dispostos a colaborar para que nosso país encontre seus próprios caminhos na direção de harmonizar desenvolvimento econômico com progresso social.
 



José Calixto Ramos
Presidente da NCST

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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