Secretário Nacional de Comunicação da NCST reforça que problema da Previdência é má gestão

Data de publicação: 21 Fev 2019


Na avaliação dos organizadores, mais de 10 mil pessoas participara da Assembleia Nacional das Centrais Sindicais realizada quarta-feira (20/2) na Praça da Sé em São Paulo.




Nailton Francisco de Souza (Porreta), Secretário Nacional de Comunicação da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores, lembrou que a CPI da Previdência do Senado Federal apontou má gestão dos recursos da instituição e falta de vontade política do Governo Federal em cobrar dívida bilionária das empresas inadimplentes.

Nailton falou que Bolsonaro (PSL) e seus aliados querem impor a reforma da Previdência e jogar sobre as costas dos trabalhadores (as) a sonegação fiscal criminosa que onera a Previdência Social em, atualmente, R$ 426,07 bilhões, segundo a própria Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. “São as empresas que oneram a Previdência Social e não os trabalhadores (as). Juntas, devem este montante”.

De acordo com ele, mesmo que fosse verdade o alardeado déficit da instituição, como diz os defensores da reforma, a causa seria a sonegação das empresas. Na lista de devedores há o nome de 500 empresas, entre públicas, privadas, fundações, governos estaduais e prefeituras que devem ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS).

"Portanto, é uma falácia afirmar que a Previdência Social provoca custos excessivos aos cofres públicos. O que há na verdade é uma rede de corrupção, beneficiamentos e sonegação e a ganância das empresas de reduzir seus custos com os trabalhadores", afirmou Souza.

Segundo o sindicalista, é fundamental que se construa a unidade política entre as centrais sindicais e os movimentos da sociedade civil para organizar a retomada das ruas. Porque, sem as ruas, os parlamentares conservadores aprovam as mudanças. “A pressão das ruas, a pressão social, será decisiva para derrotarmos essa perversidade, essa deforma e degola das aposentadorias dos brasileiros”, disse.

Na lista, das empresas devedoras ao INSS – Instituto Nacional da Seguridade Social – citou as empresas de ônibus urbano de São Paulo, que juntas totalizam uma cifra de 6 bilhões e que segundo a Procuradoria da Fazenda Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Economia, mais da metade da dívida pertence sozinha ao Grupo Ruas, cerca de R$ 3,1 bilhões, colocando-o como um dos maiores devedores da Previdência Social.

A JBS deve R$ 1,8 bilhão; Caixa Econômica R$ 549 milhões; Bradesco R$ 465 milhões; Mendes Júnior Engª R$ 393 milhões; Vale R$ 275 milhões; Viação Itapemirim R$ 255 milhões; Banco do Brasil R$ 208 milhões;  Lojas Americanas R$ 166 milhões; Ford Brasil R$ 141 milhões;  Pirelli R$ 135 milhões; Oi R$ 126 milhões; Banco Rural R$ 124 milhões e a Rede Globo deve em impostos R$ 358 milhões.

“Temos que denunciar os verdadeiros culpados pelos problemas da Previdência. O ideal é continuar com a pressão popular na base dos parlamentares, nos aeroportos, suas cidades de origem, para convencê-los a não cometer a perversidade de votar a favor barbaridade, que é rejeitada pela maioria da população brasileira”, finalizou Porreta.





Fonte: Profissão Transportes

 


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