SP: Novo modelo de transportes de São Paulo é debatido no Sindmotoristas

Data de publicação: 13 Fev 2019



Por iniciativa das centrais sindicais: Nova Central, CUT, UGT e CTB, aconteceu na sexta-feira (08/02), no auditório do Sindmotoristas/SP – Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Urbano de São Paulo – um debate sobre o processo de licitação de linhas de ônibus urbano da capital e os impactos nos empregos com a redução da frota contratada e a eliminação de alguns trajetos.

O jornalista especialista na área do transporte, Adamo Bazani lamentou a falta de concorrência na licitação. “Na sessão pública da entrega dos envelopes (05), dos 32 Lotes, apenas o Lote 7  recebeu mais de uma proposta. A concorrência é salutar, estimula a oferta de serviços com maior qualidade e menor tarifa. Agora, sem disputa, será atribuição das empresas apenas o que está estabelecido em edital”.

Em sua opinião o endividamento das empresas de ônibus, estimada em R$ 6 bilhões somente com o INSS, deve ser questionada pelo sindicato e a categoria deve estar atenta e descobrir se ela está diretamente ligada aos seus direitos. “A Prefeitura diz que não se envolve nas questões pertinentes às relações capital / trabalho, mas entendo que o Poder Público tem responsabilidade nessa discussão entre o sindicato dos condutores e as empresas de ônibus”.

Para o presidente Estadual da Nova Central – SP, Luiz Gonçalves (Luizinho) o novo sistema que deve ser implantado gradativamente após a assinatura dos contratos com as empresas de ônibus que participam da licitação, poderá eliminar entre cinco mil e seis mil postos de trabalho entre os motoristas, cobradores, fiscais e funcionários (as) do setor de manutenção.

“Estes cortes nos postos de trabalho devem ocorrer principalmente pela reorganização das linhas que deve resultar na retirada de cerca de mil ônibus de circulação. O clima é de apreensão. Inclusive já houve algumas manifestações. Há muita dúvida e muita preocupação. A categoria já passou por perda de emprego em momentos de reorganização dos transportes. Efetivamente estão todos preocupados com a questão de perda de postos de trabalho.”– disse ao lembrar que após a licitação de 2003, na época da gestão de Marta Suplicy frente à prefeitura, cerca de dez mil postos de trabalho no setor de transportes foram eliminados.

Ao final do evento, o secretário de Assuntos dos Trabalhadores da Manutenção do Sindmotoristas e secretário Nacional de Comunicação da Nova Central , Naílton Francisco de Souza (Porreta), sugeriu incluir na pauta de reivindicações da campanha salarial deste ano o plano de carreira para todos os trabalhadores em transportes e que as cláusulas sociais, sindicais e de saúde sejam discutidas a cada três anos, e que somente as questões econômica sejam negociadas anualmente. As sugestões do dirigente foram consideradas para fazer parte da pauta dos trabalhadores.

Participaram ainda do debate Canindé Pegado (UGT);  Natal Leo, presidente do Sindicato dos Aposentados da UGT; Carlão (CUT), Renê Vicente (CTB), Luiz Gonçalves (NCST/SP), Uálaci Souza (Sindbeb), Veríssimo (Sindicargas/SP);  Máximo (Sindficot-vlp), Everaldo Bahía (Sindfretur), vereador de Suzano Netinho; vereador de Santos Ferrugem; os dirigentes do Sindmotoristas, Chiquinho, Moleque, Crizinho, Tega, Luciana, Zé Carlos Negão, Cipó, Dida e o assessor da presidência, Toninho.





Fonte: Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado de São Paulo - NCST/SP


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