Setor bancário corta mais de 1.500 empregos em 2018

Data de publicação: 9 Jan 2019


Fechamento de postos de trabalho concentrou-se na Caixa Econômica Federal, que tem nova direção. Salários dos novos contratados equivalem em média a 66% dos que foram demitidos.



De 1.540 cortes no ano passado, 1.058 foram na Caixa Econômica Federal, que segue na mira do atual governo



De janeiro a novembro do ano passado, o setor bancário fechou 1.540 postos de trabalho, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do extinto Ministério do Trabalho, levantados pela subseção do Dieese na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Com 1.058 vagas a menos, o corte se concentrou na Caixa Econômica Federal, que teve nesta segunda-feira (7) a posse de seu novo presidente, Pedro Guimarães.

Já os chamados "bancos múltiplos com carteira comercial", categoria que inclui as principais instituições, como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, fecharam 640 vagas. No total, em 2018 os bancos admitiram 27.312 trabalhadores e dispensaram 28.852.

Entre as unidades da federação, o maior número de cortes foi registrado no Rio de Janeiro: 908. Em seguida, vêm Paraná (287), Distrito Federal (235) e Rio Grande do Sul (195). São Paulo tem saldo ligeiramente positivo, de 138 vagas.

Apesar da redução no total de postos de trabalho, o ano passado teve, até novembro, seis meses com saldo positivo. Os cinco últimos registraram número de admissões superior. Em  novembro, por exemplo, o saldo foi de 34.

Outro dado do levantamento aponta remuneração média dos demitidos superior à dos contratados. Quem foi admitido ao longo do ano passado recebeu, em média, R$ 4.322,58, enquanto os dispensados ganhavam R$ 6.554,96. Quem entrou ganhava 66% em comparação com os que saíram.

As demissões sem justa causa somaram 16.117, ou 55,9% do total. Houve 1.146 dispensas com justa causa (4%) e 10.261 desligamentos a pedido do trabalhador (35,6%). Foram registrados 109 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador, conforme previsto na Lei 13.467, de "reforma" trabalhista.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

SAF-Sul Quadra 02 Bloco D Térreo - Sala 102 - Ed. Via Esplanada - CEP: 70070-600 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000 / Fax: (61) 3226-4004

Back to Top