Manifesto dos correspondentes estrangeiros em defesa da liberdade de imprensa

Data de publicao: 5 Nov 2018



por Associação dos correspondentes estrangeiros



A Associação de Correspondentes Estrangeiros (ACE), que reúne jornalistas da imprensa internacional, em São Paulo, une-se aos colegas brasileiros e às diversas organizações que representam o jornalismo, dentro e fora do país, para manifestar seu repúdio com a forma em que os repórteres estão sendo tratados durante manifestações, que deveriam ser pacíficas e de comemoração ao fim de mais uma jornada democrática no Brasil.

Temos recebido inúmeros relatos de colegas que têm sido assediados física e moralmente nas ruas das principais cidades brasileiras, no momento em que exerciam suas coberturas. Vários colegas estrangeiros foram hostilizados, vítimas inclusive de xenofobia, por parte de manifestantes, enquanto tentavam fazer entrevistas, pelo fato de usar câmeras, gravadores ou blocos de notas que os identificavam como jornalistas. Em alguns relatos, a polícia se absteve de proteger os nossos colegas, e fez vista grossa às agressões. Fazemos o apelo às autoridades da segurança pública para que garantam a proteção e o respeito aos jornalistas nas ruas.

Consideramos inaceitável este tipo de atitude, ainda mais condenáveis em um país democrático e solicitamos às autoridades brasileiras, e em especial ao Presidente e aos políticos recém-eleitos, que se pronunciem e reprovem com veemência atos de violência e de desrespeito contra jornalistas e veículos de comunicação.

Solidarizamo-nos com os colegas brasileiros que também têm sido alvo de ataques e perseguições graves, assim como os meios de comunicação que estão sendo hostilizados e desrespeitados por cumprir seu papel de investigar, de combater a corrupção e de fomentar o diálogo, valores fundamentais para o exercício da democracia, um sistema político que vai além do voto, e que fica frágil sem o devido respeito às instituições.

Somamo-nos às organizações que defendem a nossa profissão, como a Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos (Abraji), que documentou mais de 140 casos de ameaça e violência contra jornalistas durante as eleições.

Pedimos ao presidente recém-eleito, Jair Messias Bolsonaro que, em nome de tudo o que representa, tendo recebido a confiança dos brasileiros, e tendo garantido que honrará a Constituição e a Liberdade de Imprensa, cobre da sua militância e dos  eleitores, o mesmo compromisso, e que não incite a perseguição de jornalistas e meios, já que só com eles será possível mantermos a verdadeira democracia que todos queremos.

Agora que a campanha eleitoral acabou e que teremos um novo Governo democraticamente eleito, a sua figura e as suas palavras serão de extrema importância para aquietar os ânimos e desestimular a violência.




Fonte: Observatório da Imprensa

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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