NCST debate mortalidade materna infantil na 309ª Reunião Extraordinária do CNS

Data de publicação: 13 Set 2018




por Valmir Ribeiro



A 309ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional e Saúde (CNS) foi realizada na quarta-feira (12/09) e quinta-feira (13/09). A mortalidade materna e infantil foi destaque no primeiro dia de reunião que também discutiu, entre outros assuntos, os desafios da assistência à saúde como atendimento, cobertura de alta e média complexidade e atualização do rol de medicamentos e atualização da tabela unificada, bem como a extensão universitária e o seu papel no desenvolvimento e na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
No segundo dia, o foco das discussões girou em torno da Governança Pública na Saúde Brasileira. O Coordenador Adjunto da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalho (CIST) e representante da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, Anibal Machado, destacou que, em consequência dos cortes em políticas públicas sociais, houve interrupção da queda de mortes evitáveis de crianças de 1 a 4 anos, que voltou a crescer.




Aníbal Machado, representante da NCST
 


“Segundo o dado mais recente disponível, de 2016, o número de mortes nesta faixa etária aumentou 11%. Isso após 13 anos de queda. O arrocho salarial e a escalada do desemprego trouxeram milhares de famílias de volta à situação de pobreza, muitas, em condição de miséria. Os cortes nos programas sociais trazem consequências às famílias e, especialmente, às crianças, que, por meio dessas políticas sociais, passaram a ter proteção na fase da infância para seu crescimento e desenvolvimento. Esticar a insuficiência de investimentos em serviços essenciais por mais duas décadas através criminosa Emenda Constitucional 95, é contraproducente a qualquer iniciativa que vise ampliar a assistência à saúde do nosso povo. A revogação desse grande equívoco deve estar o centro dos debates eleitorais e da agenda política dos candidatos. Nosso desejo é ver tanto esforço e trabalho dos conselheiros do CNS evoluírem para resultados concretos, com investimentos que assegurem a implementação das soluções apontadas”, reforçou o representante da NCST.
 
Aníbal também reforçou a relevância da extensão universitária na defesa e desenvolvimento do SUS. Essas experiências, afirma, são potencializadoras de uma de postura cidadã frente a questões sociais e da organização dos serviços de saúde.
 
“Mediada pela extensão universitária, esse mecanismo de formação em saúde revela-se fundamental na direção de propiciar experiências ampliadas de atuação em cenários de saúde. Nestes casos, a atuação dos graduandos está alicerçada no conhecimento da realidade local, na priorização e reflexão compartilhada das demandas e problemas regionais, seguidas de intervenções de cunho educativo e participativo. Ampliar essa exitosa experiência, está no centro das estratégias que visam reduzir os impactos da carência de profissionais disponíveis. Alternativa cercada de incontestáveis ganhos acadêmicos e sociais”, afirmou Machado.





 
O representante da NCST, na oportunidade, deu destaque à campanhas educativas e ações conjuntas entre o Ministério da Saúde (MS) e o Ministério da Educação e Cultura (MEC).
 
“A realidade contemporânea nos impõe novas estratégias para combater a disseminação de notícias falas, as Fake News, que têm colaborado de maneira determinante para o afastamento de parcela significativa da nossa população da imunização, de longe a melhor estratégia de combate às endemias. Essas ações são criminosas! Estão possibilitando a disseminação de doenças consideradas extintas há muitos anos. Sugerimos, inclusive, que sejam responsabilizados os pais que não levarem seus filhos à vacinação. É lamentável esse tipo de apelo, mas ações mais enérgicas, nestes casos, poupam milhares de vidas. Defendemos, também, uma ampla campanha nacional com instruções para reduzir a mortalidade de mães parturientes e os recém-nascidos, duas das grandes preocupações relacionadas à saúde pública do nosso país”, concluiu Aníbal.
 
 
 

 
Imprensa NCST
 

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