Governo discrimina trabalhadores e ajuda patrões, apontam Nova Central e Diap

Data de publicação: 2 Ago 2018

Cresce repúdio às atitudes de Temer contra o sindicalismo, especialmente quanto ao custeio. A Agência Sindical repercute essas reações, sobretudo após o decreto presidencial que recompõe o financiamento de entidades patronais.



Calixto cobra isonomia no relacionamento do Poder Público com as entidades de classe



O presidente da Nova Central Sindical, José Calixto Ramos, cobra isonomia (saiba mais) e denuncia que há um conluio com o objetivo de promover “um verdadeiro massacre contra nossa organização sindical, cortando os meios de financiamento sem qualquer aviso prévio".

"Por que o governo só atende o setor patronal? É estranho retirar receitas das entidades sindicais e, ao mesmo tempo, assegurar financiamento para os sindicatos patronais. Não aceitamos esse tratamento diferenciado em um cenário de desemprego, precarização das relações de trabalho e desvalorização salarial”, argumenta Calixto.

Para o dirigente, o decreto que assegurou à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) uma fonte de recursos, que também é concedida a outros setores, “é um ato incontestável da boa vontade do governo para com as entidades patronais”.

Benesses - Com o decreto, a entidade do setor agrícola do Sistema S, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), é obrigado a reservar até 5% do orçamento para o financiamento da CNA e outros 5% para as suas federações estaduais.

“Essa percentual de recursos é retirado do montante que até fevereiro tinha como destino a qualificação dos trabalhadores rurais”, aponta o jornalista Alysson de Sá Alves e assessor parlamentar do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar).

O jornalista observa que, para além de sufocar o sindicalismo dos trabalhadores com o fim de sua fonte de custeio, dificultar e até mesmo impedir a prestação de assistência e a defesa dos direitos, governo e empresariado também prejudicaram os trabalhadores rurais com a retirada de recursos destinados à qualificação profissional.

Perseguição - “Agora, portanto, os trabalhadores do campo passaram a ser perseguidos e punidos pelo governo Temer e se juntam aos trabalhadores da cidade, que sofrem e lutam diuturnamente pela sobrevivência, com o desemprego em larga escala, o aumento da violência e a redução da prestação de serviços essenciais do Estado, em especial, saúde e educação públicas”, denuncia, em artigo no site do Diap.

Alysson de Sá frisa que o Decreto 9.274 intensifica o modus operandi do governo para o atendimento das demandas patronais, em detrimento dos trabalhadores.




Fonte: Agência Sindical 

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