NCST/SP: Diretora de Assuntos da Mulher da participa de audiência pública a convite do MPT paulista

Data de publicação: 7 Maio 2018


Na última quinta-feira (03/05), Kátia Rodrigues, diretora de Assuntos da Mulher e Juventude da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado de São Paulo - NCST-SP, da CSPB FESSP-ESP, participou de audiência pública a convite do Ministério Público do Trabalho (MPT), no auditório da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região, ocasião em que foi debatido o tema: “O Impacto da Violência na Igualdade de Gênero no Trabalho".




Na mesa de abertura, as Procuradoras Dra. Adriane Reis de Araújo e Dra. Elisiane dos Santos, coordenadoras na Comissão de Mulheres do Ministério Público, fizeram suas saudações iniciais deixando claro a importância da presença do movimento sindical no auditório. As procuradoras relataram a necessidade de resgatar a autoestima da mulher brasileira, mostrando sua importância dentro do mercado de trabalho e, por meio da educação e formação, diminuir a violência de gênero. “Os sindicatos têm grande importância neste sentido. A violência moral e sexual precisa acabar”, relatou a Dra. Adriane.
 
Outro assunto que foi abordado e debatido a audiência pela palestrante Valéria Scarance, da Coordenadoria do Núcleo de Gênero, foi o Feminicídio x Relações do Trabalho; bem como a Síndrome do Desamparo Apreendido (quando a mulher não consegue mais reagir as inúmeras violências por ela sofrida).  
 
Entre outras palestras, o respeito a diversidade, a igualdade racial e a valorização no âmbito do trabalho foram abordadas pela palestrante Giselle dos Anjos Santos, do Instituto Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT). Na oportunidade, a palestrante chamou a atenção dos participantes de que somente 30% das mulheres negras possuem carteiras de trabalho assinadas, sendo grande parte na área de serviços-gerais e conservação. Giselle denunciou que, desde a infância, muitas dessas mulheres sofrem com a chamada “Morte Simbólica”, devido à falta de oportunidades e descriminação racial.
 
Na audiência pública, além da diretora Kátia Rodrigues, as centrais sindicais foram representadas por Maria Auxiliadora da Secretaria Nacional de Mulheres da Força Sindical e Gicélia Bitencourt da Secretaria Estadual de Mulheres da CTB SP.
 
“Atravessamos um momento muito delicado, com muitas reformas que entraram em vigor, tendo as mulheres como as maiores prejudicadas. Tal circunstância contribui, e muito, com a violência moral e até mesmo a sexual de inúmeras mulheres que se tornaram vulneráveis. Com medo de perder seus empregos, muitas sofrem caladas e se submetem abusos, depressão, chegando ao extremo de apelarem ao suicídio. Nós, do movimento sindical, na condição de lideranças femininas, podemos contribuir bastante junto a esta recém-criada Comissão de Mulheres do Ministério Público. Sugiro que seja ampliada para representantes sociedade civil, bem como para mulheres das demais centrais sindicais, ampliando a abrangência deste Fórum de maneira que todas juntas possamos fazer a diferença”, conclui Kátia Rodrigues.
 



 
Secom/CSPB com informações da diretora de Assuntos da Mulher e de Gênero da entidade, Kátia Rodrigues.
 

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