VIVER MULHER em BH é prestigiado por liderança na luta pela igualdade de gênero no país

Data de publicação: 23 Mar 2018


O primeiro dia do 12º Seminário Viver Mulher, na noite desta quarta-feira (21), em Belo Horizonte (MG), começou com a presença de várias lideranças regionais e nacionais, que se destacam por suas ações de empoderamento feminino e na luta por equidade de gênero no Brasil, além de cerca de 400 participantes. Com o tema “Respeito, Dignidade e Igualdade – Diga Não à Violência”, o evento fez uma homenagem à vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL), brutalmente assassinada na semana passada, e lembrou da história de lutas de personalidades do movimento feminino.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, abriu o evento lembrando dos primeiros encontros realizados pela entidade e da resistência sofrida pelo próprio movimento sindical. “No começo, em 2007, fomos vistos com maus olhos. Muito fizeram piada e desdenharam nossa ideia de lutar contra a violência doméstica e pela igualdade de gênero. Mas nós insistimos e, hoje, podemos ver que o Viver Mulher se tornou referência nacional no setor”, declarou.

A juíza titular do Primeiro Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Belo Horizonte, Maria Aparecida Consentino, enalteceu o seminário e se disse emocionada com a organização e força da confederação para rodar o país conscientizado a população. “Vim aqui representando a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica Familiar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Achei que ia só fazer umas pequenas palavras, mas queria quebrar o protocolo, pois meu coração está em festa por participar disso com vocês, ver uma entidade sindical realizando esse seminário me tocou muito, me emocionou muito”, coloca.

Para a magistrada, que está há 20 anos no cargo, esse tipo de iniciativa reforça a importância da denúncia e do combate incessante aos abusos. “Assumi o juizado da violência contra a mulher faz dois anos e me deparei com números absurdos de mulheres que sofrem agressão e que tem medo de denunciar. E esse evento dá forças para que mais vítimas sintam-se protegidas para enfrentar seus agressores”, completa.

O secretário geral da CONTRATUH e presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores em Minas Gerais (NCST-MG), Geraldo Gonçalves, avaliação positiva a primeira realização do Viver Mulher em Belo Horizonte. Para o líder sindical, abraçar a causa da igualdade de gênero é um dever de todo movimento social. “Enquanto tivermos diferenças sociais e salariais entre homens e mulheres, principalmente do mercado de trabalho, não teremos uma sociedade justa. A mudança é notória, quebramos o tabu, mas ainda tem muita mudança para fazer nessa sociedade de família matriarcal. Esse encontro se replicou em todo o País, com as temáticas de valorização da mulher que temos levado, buscando sempre a igualdade de direitos”, explica.

“Não queremos excluir ninguém dessa luta, queremos todos envolvidos, e precisamos de homens que tenham essa sensibilidade também. Não brigamos espaços para ser melhores, só queremos igualdade”, coloca a organizadora do evento Maria dos Anjos Hellmeister, presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo e diretora da CONTRATUH,

Na abertura do Viver Mulher ainda estiveram presentes a deputada estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), Maria Lucia Amary (PSDB), o deputado estadual, vice-presidente e coordenador da Regional dos Vales da NCST de Minas Gerais, Celinho do Sinttrocel (PCdoB), dos vereadores por Belo Horizonte, Aurea Carolina (PSOL) e Pedro Ivo Bueno (PTN), da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Belo Horizonte, Jânia Magda de Souza, da membra da Frente Mineira em Defesa da Previdência e vice-presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Ilva Maria Franca Lauria, da diretora do Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, Andrea Socorro, da assessora do gabinete da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, Rita de Cássia Calazans, e do diretor da NCST Nacional, Sebastião Soares.






Fonte: Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade - CONTRATUH

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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