Representantes da NCST debatem cenário político em reunião do Movimento Basta!

Data de publicação: 21 Fev 2018

Com diversos integrantes da diretoria da NCST, movimento discutiu pautas prioritárias para 2018, entre elas, viabilizar e apoiar candidaturas comprometidas com os anseios dos trabalhadores da iniciativa privada e do setor público.




Representantes da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST participaram, nesta quarta-feira (21/02), de reunião estratégica para discutir a agenda prioritária para 2018 do “Movimento Basta!”. O encontro com lideranças do movimento ocorreu sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria - CNTI, em Brasília-DF.

A ideia é reunir diversas entidades do setor público e privado para defender candidaturas ao Congresso Nacional que estejam em sintonia com as pautas de interesse dos servidores públicos e trabalhadores em geral. Equilibrar forças políticas no Legislativo Federal é a meta central do movimento que já conta com ampla base de apoio e colaboradores nos movimentos sindicais e sociais. 




Na ocasião, foi exibido vídeo institucional apresentando as linhas gerais de atuação, mobilização e articulação política do “Movimento Basta!”.


Plenária de discussões





Integrante da coordenação do “Movimento Basta”, o diretor de Finanças da NCST e presidente da Confederação dos  Servidores Públicos do Brasil - CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, abordou a disputa de narrativa contra o 'Estado Mínimo" como forte mecanismo de persuasão de amplas camadas eleitorais.




“Precisamos fazer um esforço muito grande - e imediato - para incorporar as organizações do setor privado e as organizações sociais de maneira a expandir nosso campo de atuação. Indispensável disputar narrativa contra as políticas neoliberais e colocá-las na berlinda por meio dos discursos dos candidatos apoiados pelo movimento. É necessário perguntar ao cidadão, e fazê-lo refletir, se ele prefere a melhoria e a expansão de serviços essenciais e a ampliação e modernização de políticas públicas sociais; ou um Estado que canaliza ações políticas e recursos para a concentração e expansão dos lucros do mercado financeiro, em detrimento dos autênticos anseios da nação. É preciso inserir, na nossa carta de princípios, o compromisso público destes candidatos com uma agenda de fortalecimento do papel do Estado, da ampliação dos espaços democráticos, e de fomento de políticas públicas que colaborem com nosso progresso social”, defendeu Domingos.




“Nós estamos construindo uma ideia que está se transformando em um projeto. Temos muito ainda para amadurecer na estrutura, na organização e na melhor disseminação das ideias do nosso movimento. É imprescindível darmos prioridade, dedicarmos energia e recursos humanos para assumir a agenda política do nosso país. Ocupar esses espaços de poder talvez seja, senão a única, a melhor alternativa para revertermos a dramática agenda de retrocessos que escolheu a classe trabalhadora como seu alvo preferencial”, reforçou o Secretário Nacional do Plano dos Servidores Públicos da NCST - Lineu Mazano.




O vice-presidente da NCST e coordenador nacional do Fórum Sindical de Trabalhadores - FST, Artur Bueno de Camargo, reiterou que o “Movimento Basta” está harmonizado e em sintonia com a agenda política do FST. Bueno reforçou a necessidade da implementação de uma carta de princípios que não ignore a viabilidade expandir as possibilidades de narrativa, sem comprometer, sob nenhuma circunstância, as diretrizes que balizam o movimento. O líder sindical encaminhou, também, a importância da continuidade do movimento após o período eleitoral.

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar - Diap apresentou importantes recomendações para estruturação e crescimento do “Movimento Basta”, bem como compartilhou orientações quanto a critérios de chancela. O jornalista, asssessor e diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz “Toninho do Diap”, apresentou, também, conhecimentos e estratégias para apoio a parlamentares com mandato harmônico com a agenda da classe trabalhadora, como, também, para novos candidatos comprometidos com essa pauta.

Toninho compartilhou, via e-mail dos participantes, tabela elaborada pelo Diap sobre como os parlamentares votaram em cada uma das pautas de interesse da classe trabalhadora. No mesmo material foi incluído, também, a projeção de votos - contrários ou favoráveis - à “reforma” da Previdência, suspensa no Congresso Nacional em consequência da “intervenção federal” no Rio de Janeiro. O material visa subsidiar as lideranças do movimento com informações precisas sobre a postura parlamentar de cada senador e deputado frente as pautas prioritárias da classe trabalhadora.




“Qualquer um que defenda uma agenda de combate às desigualdades e injustiças sociais, está na mira de grupos de comunicação harmonizados com a agenda do mercado financeiro. Celebridades, endinheirados e parentes de políticos conservadores se posicionam em vantagem nessa corrida eleitoral, sobretudo, à partir da aprovação de uma reforma política que atende, prioritariamente, a perpetuação de quadros políticos do campo conservador”, alertou o representante do Diap. 

Estatísticas e estudos preliminares do cenário eleitoral foram compartilhados no encontro. As eleições 2018, segundo estas mesmas análises, serão marcadas pela insatisfação e desconfiança com a classe política. Metade dos eleitores cogitam anular seus votos. “Nosso objetivo é alcançar estes 50% dos eleitores que, insatisfeitos ou indignados com a classe política, se posicionam nessa tendência de abster-se ou estão dispostos a anular seus respectivos votos”, defendeu Arisgiton Moura, representante do Instituto Carlos Matus e colaborador do "Movimento Basta!". 

A reunião também apresentou e debateu estratégias de campanha que, com escassos recursos financeiros, permitem grande disseminação junto ao eleitorado alvo. Especialistas compartilharam o entendimento de que formações individuais de opinião estão se sobrepondo às formações coletivas. “Um plano estratégico bem elaborado tem que estar atento ás mudanças no perfil do eleitorado, bem como aos movimentos e estratégias dos adversários ideológicos e opositores políticos. Compreender, nas variadas dimensões, todo potencial agregador inerente ao movimento social e sindical, é a senha para romper as limitações financeiras e surpreender adversários”, pontuou o assessor do Instituto Carlos Matus, Luiz Carlos Burbano.




Nery Junior, coordenador do Movimento Acorda Sociedade - MAS, apresentou sugestões ao "Movimento Basta!" como apoio ao “Princípio da Confiança” em matéria de segurança trabalhista e previdenciária, bem como o fim do foro privilegiado no combate à corrupção. Como estratégia, Nery sugeriu foco no apoio às candidaturas de parlamentares já eleitos com comprovada atuação em prol da classe trabalhadora. Estes terão mais chances”, defendeu.




O diretor de Assuntos Legislativos da CSPB, João Paulo Ribeiro “JP”, alertou para a necessidade de ampliar o campo de participação das organizações sociais.
“Não podemos cair na banalização da falsa moralidade. Se não tivermos ampla representação dos diversos segmentos sociais, não alcançaremos a amplitude necessária para expandir o movimento. Agregar vários movimentos da sociedade, das mais diversas correntes ideológicas - preservado compromisso com nossa carta de princípios - torna-se elemento imprescindível para a disputa de narrativa contra a agenda neoliberal em curso. Esse é um ponto com grande potencial de unidade e de fortalecimento do movimento”, pontuou JP.



Representantes da NCST signatários e participantes da reunião:



* Diretor de Finanças da NCST - João Domingos Gomes dos Santos;

* Vice-presidente da NCST - Artur Bueno de Camargo;

* Secretário Nacional do Plano dos Servidores Públicos da NCST - Lineu Mazano;

* Vice-presidente da NCST e presidente da NCST/MS - Fernando Ferreira Anunciação;

* Diretor Suplente de Relações Internacionais - Eduardo de Souza Maia.



* com serviço fotográfico de Júlio Fernandes




Imprensa NCST
 

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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