Seminário internacional contra reforma da Previdência do Brasil e Argentina lota dependências do Senado

Data de publicação: 19 Fev 2018

Evento, apoiado pela CSPB, Fenafisco, Anfip e Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, reuniu sindicalistas, parlamentares e especialistas em Previdência Social. Representantes da Nova Central colaboraram com os debates. 




A Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB participaram, nesta segunda-feira (19), do seminário internacional “A Resistência à Reforma da Previdência da Argentina e Ações Estratégicas Contra Reforma de Temer”. O evento, apoiado pela CSPB, Fenafisco, Anfip, e Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, reuniu sindicalistas, parlamentares e especialistas em Previdência Social.




Conduzido pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o seminário lotou as dependências do auditório Petrônio Portela do Senado Federal. Na ocasião, o parlamentar denunciou a chantagem política de alavancar a “reforma” da Previdência por meio da intervenção no Estado do Rio de Janeiro. “Caso os rumores se confirmem, está carimbado mais um ato de molecagem deste governo”, argumentou Paim.




O representante argentino no evento, presidente da Confederação Latino-Americana dos Trabalhadores Estatais - CLATE, Julio Durval Fuentes, apresentou as estratégias de resistência da nação vizinha contra as tentativas de modificação da legislação previdenciária argentina. Na oportunidade, um documentário (assista abaixo) foi exibido aos participantes apresentando a forte resistência sindical e popular, bem como o uso truculento das forças de segurança contra manifestantes contrários à reforma conduzida pelo governo de Mauricio Macri.





Fuentes denunciou a tendência rompimento, na América Latina, do pacto intergeracional que, nas nações mais desenvolvidas, assegura proteção social digna à população idosa. O presidente da CLATE apresentou video institucional da entidade em defesa do sistema público e universal de Previdência Solcial.





Fuentes encerrou sua participação com uma fala atribuída ao papa Francisco. “Não teremos futuro enquanto sociedade se não cuidarmos dos nossos idosos”.




Representando a Nova Central no evento, o presidente da CSPB e diretor de Finanças da NCST, João Domingos Gomes dos Santos, denunciou a ruptura institucional resultante da intervenção militar em curso no Estado do Rio de Janeiro. “Há riscos iminentes de rompimento do nosso sistema democrático. Não está descartada, nem mesmo, a possibilidade de novas e futuras intervenções em outras unidades federativas. É preciso permanecer atentos. Pode estar se desenhando um novo Golpe Militar no país. O mercado não tem escrúpulos para atingir seus inconfessáveis objetivos. Forçar o cumprimento dessa agenda encomendada pelo setor financeiro, contraria a vontade popular consagrada nas urnas. Nenhum candidato seria eleito assumindo compromisso com tal pacote de maldades. De nossa parte, faremos todo tipo de resistência, seja por instrumentos jurídicos, seja nas mobilizações e articulações políticas. Não haverá descanso para os adversários da sociedade e do sistema previdenciário nacional”, alertou o líder sindical.




“Quero registrar meu repúdio a este governo e seus apoiadores por jogar, nas costas dos servidores públicos, todas as tragédias resultantes à partir dos desmandos produzidos por essa agenda criminosa. Não estamos dispostos a negociar nenhum ponto desta reforma que, na prática, visa retirar a aposentadoria e a dignidade de milhões de trabalhadores brasileiros”, registrou o vice-presidente da NCST e coordenador nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores - FST, Artur Bueno de Camargo.

Diego Monteiro Cherulli, autor do Mandado de Segurança (MS) apoiado pela Nova Central e Confederações filiadas (saiba mais), apresentou esclarecimentos sobre a peça jurídica que visa assegurar o cumprimento das diretrizes que norteiam nosso Estado Democrático de Direito. “Não há uma vírgula na Constituição que permita a suspeição da intervenção para votar a reforma das Previdência. Provocamos o Supremo Tribunal Federal a assumir seu papel de guardião do texto constitucional. Não há outra alternativa, na letra da Lei, que não seja apoiar nosso encaminhamento. Se o STF, por algum motivo, disser que o presidente Temer pode rasgar a Constituição, nós rasgaremos o Supremo na mesma medida”, defendeu o especialista em direito Previdenciário e vice-presidente da Comissão de Seguridade Social da OAB/DF.




“Nunca na nossa história ficou tão evidenciada a autêntica interpretação do neoliberalismo, como no desfile da escola Paraíso do Tuiutí, com seu vampiro neoliberalista. Desmontar a Previdência Social é mais uma das estratégias de assegurar o Estado Mínimo para a sociedade e o Estado Máximo para grandes empresas por meio de sucessivos refinanciamentos e, em muitos casos, anistias de suas respectivas dívidas. Metade do orçamento da União vai para banqueiros e rentistas. Me incomoda, demasiadamente, observar companheiros servidores públicos que aliam candidatos neoliberais. Nós não podemos votar em ninguém que apoie esse projeto que quer acabar com o Estado para a sociedade e se apropriar dele”, argumentou o presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital - Fenafisco, Charles Alcântara.




Floriano de Sá Neto, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil - Anfip, relacionou encaminhamentos da agenda de resistência contra a reforma da Previdência e reforçou: “Quem é a favor dessa reforma é contra o Brasil! Não há a possibilidade de conciliar com quadros políticos que não tenham posição firme contra o desmonte do nosso sistema previdenciário e as criminosas políticas neoliberais conduzidas por este governo”, disse.




“Precisamos dar uma resposta à sociedade. É necessário empreendermos todos os esforços necessários para barrar, antes e depois das eleições, essa criminosa reforma. A resistência se faz nas ruas, nas redes sociais, nas conversas com os amigos. É dever de cada cidadão esclarecido desmontar os frágeis argumentos dos apoiadores do desmonte do nosso sistema previdenciário”, reforçou o diretor de Assuntos Legislativos da CSPB e dirigente da CTB, João Paulo Ribeiro “JP”.




"O povo organizado pode ser senhor de sua história. Na Argentina, vimos o resultado de mais de duas semanas de intensas mobilizações que resultaram em um texto muito mais ameno em relação ao original. Em qualquer etapa da “reforma” infelizmente aprovada na nação vizinha, ainda assim, jamais se alcançou o mesmo nível de crueldade desta que querem aplicar ao nosso país. O exemplo argentino deve inspirar nossa sociedade e, claro, servir como parâmetro para esta e futuras batalhas em prol da classe trabalhadora”, concluiu diretor de Relações Intrenacionais da CSPB, Sérgio Arnoud. 








Imprensa NCST
 

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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