Centrais solicitam que Maia retire reforma da Previdência da pauta da Câmara

Data de publicação: 7 Fev 2018

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, informou que ainda não possui votos suficientes para aprovação da matéria. Maia, no entanto, disse que seguirá tentando até, pelo menos, o dia 28 do mês corrente. Lideranças sindicais insistem que é necessário amplo debate com a sociedade antes de encaminhar projeto de tamanho impacto social para votação. Os sindicalistas sugerem que o tema seja discutido durante a campanha eleitoral. 




Representantes de centrais sindicais insistiram hoje (7) com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que retire de pauta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016) de "reforma" da Previdência Social. Ouviram do parlamentar que a base governista continua com dificuldades para conseguir o número de votos necessários à aprovação, mas seguirá tentando pelo menos durante este mês. Para os sindicalistas, o tema deve ser discutido durante a campanha eleitoral. 

“Não consideramos prudente que qualquer projeto de tamanho impacto social, com potencial de consequências imensuráveis para esta e várias outras gerações, seja encaminhada sem amplo debate com a sociedade. A CPI da Previdência apresentou dados e estatísticas consistentes que negam o propalado déficit do nosso sistema previdenciário. Compreendemos que o efeito prático da  PEC 287 será eliminar as chances de aposentadoria de milhões de trabalhadores brasileiros. A retirada da pauta de votação desse projeto não é sinal de fraqueza, mas de altruísmo e compromisso com os mais elevados anseios da nossa sociedade”, argumentou, após o encontro, o presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores -  NCST, José Calixto Ramos.




“Paralelo aos inevitáveis retrocessos resultantes de uma eventual aprovação desta reforma da Previdência, está em curso um esvaziamento de caixa do nosso sistema de Seguridade Social a partir do crescimento do desemprego e da atividade informal no mercado de trabalho; ambas graves circunstâncias resultantes da chamada reforma trabalhista. Não é por este caminho, com inevitável redução do poder de compra dos trabalhadores e suas famílias que resgataremos nosso crescimento econômico. O setor produtivo sangra com a redução do mercado consumidor interno. É preciso retomar o investimento público, o estímulo à geração de empregos com carteira assinada e a valorização das rendas do trabalho para superarmos, com louvor, a crise que nos acomete”, reforçou o Diretor de Finanças da NCST e presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos.

As centrais preparam um dia nacional de luta (saiba mais) para o próximo dia 19, data em que, originalmente, a PEC seria votada pela Câmara.

Estavam presentes na reunião os representantes das seguintes centrais: Força Sindical; NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores); CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros); CUT (Central Única dos Trabalhadores) e  UGT (União Geral dos Trabalhadores). 
 




Imprensa NCST com informações da Rede Brasil Atual - RBA

 

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

SAF-Sul Quadra 02 Bloco D Térreo - Sala 102 - Ed. Via Esplanada - CEP: 70070-600 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000 / Fax: (61) 3226-4004

Back to Top