É hora de ocupar os espaços da política

Data de publicação: 24 Jan 2018




por Artur Bueno Júnior


Um relatório elaborado pela organização não-governamental britânica Oxfam, e divulgado nesta segunda-feira (22), atualizou os dados sobre desigualdade econômica no mundo e no Brasil. Em todo o planeta, cerca de 7 milhões de pessoas que compõem o grupo dos 1% mais ricos do mundo ficaram com 82% de toda riqueza global gerada em 2017.

No Brasil, cinco bilionários concentram patrimônio equivalente à renda da metade mais pobre da população, informação que confirma pesquisas recentes de outros órgãos. Num mundo injusto, somos ainda mais injustos no tocante à distribuição de riquezas, uma situação que prejudica nossa economia, sobrecarrega os serviços públicos, faz explodir a criminalidade e precariza o trabalho.

Uma sociedade desigual é insustentável, e a política deveria ser a ferramenta para distribuir os valores econômicos. Tanto para estimular o consumo de mercadorias e impulsionar a economia, como para possibilitar uma vida melhor aos cidadãos. Pelo jeito, não está fazendo seu papel.

Dos 50 senadores que aprovaram a Reforma Trabalhista, 37 são empresários. Homem, branco, na faixa dos 50 anos, com formação superior, empresário e dono de patrimônio superior a R$ 1 milhão – este é o perfil majoritário entre os parlamentares eleitos em 2014. Homens e mulheres que estão no topo da pirâmide social, e ainda cuja atividade pressupõe a obtenção de mais lucro. Eles estariam interessados no esforço pelo fim da desigualdade?

Este pensamento está tomando o movimento sindical, ferido em 2017 pela aprovação sumária de uma reforma que dilapidou os direitos trabalhistas. Como fazer para reverter a situação de forma definitiva? Será que não precisamos, nós os trabalhadores e representantes da população mais carente, ocupar as vagas de representação política?

O distanciamento de Brasília, blindada por uma grande mídia corrompida, fez aprovar a Reforma Trabalhista em tempo recorde, e só não o fez com a Reforma Previdenciária por conta da resistência dos servidores. A Capital Nacional está longe demais das cidades brasileiras, e os corredores do Congresso escuros demais para que possamos enxergar.

Chega!!! É hora de termos representantes diretos neste espaço de poder. O movimento sindical conclama os companheiros a se engajarem na participação política direta, em 2018. Chega de servir de massa de manobra, sermos enxotados qual cachorros vira-latas quando o Grande Capital resolver ajeitar as coisas a seu favor. É hora de tomarmos o que nos pertence.

Participe das discussões, abrace uma candidatura que tenha compromisso com a classe trabalhadora e a população mais carente. Trabalhe por essa candidatura. Chega de assistir, impassíveis, ao desfile de engravatados corrompidos, profissionais da enganação que vivem de comercializar o voto em troco de benesses. Pessoas de passado condenável e discurso bonito, mas que na hora fundamental não pensam duas vezes antes de condenar os trabalhadores à miséria.    

O estudo sobre desigualdade produzido pela Oxfam já deve ser de conhecimento das autoridades que participam do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, onde foi divulgado. Saber sobre o fato, porém, nunca os motivou a fazer nada sobre o assunto. Talvez seja hora de trocar as pessoas que comandam o planeta e o nosso país.



* Artur Bueno Júnior é presidente do Stial (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Limeira), diretor da USTL (União Sindical dos Trabalhadores de Limeira) e vice presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação). 






Fonte: Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Limeira - Stial, entidade filiada à Nova Central Sindical de Trabalhadores -  NCST


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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