Câmara realiza Ciclo de Debates sobre a Reforma da Previdência

Data de publicação: 29 Nov 2017



Nesta terça-feira (28/11), a diretora de previdência social e seguridade da Nova Central Sindical de Trabalhadores -NCST, e da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, Rosana Colen Moreno, juntamente com o secretário-geral da NCST, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, participaram do Ciclo de Debates da Proposta de Emenda Constitucional, (PEC) 287/2016, que trata da "reforma” da Previdência. O debate foi organizado pela Comissão de Legislação Participativa (CLP), da Câmara dos Deputados, no Anexo II, Plenário 3.



A iniciativa veio de uma proposta formulada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) que na ocasião, por intermédio de seu representante, Ogib Teixeira, diretor de aposentadoria e pensionistas, acabou desmistificando a ideia de superávit primário, divulgado pelo Governo Federal. Ele explicou também sobre a necessidade existente da criação de uma regra de transição justa, diante deste processo, para proteger os servidores públicos. "A ganância e o avanço do sistema financeiro no orçamento da União é devastador, nos obrigando a pagar por uma dívida financeira que não existe. Além disso, é importante lembrar que ao longo da vida, adquirimos uma competência para receber a aposentadoria integral, pois contribuímos para isso, e desta forma não podemos ser penalizados pela má gestão de algumas pessoas. Diante do exposto se faz necessário uma reação mais efetiva de ataque a este desmonte que tentam fazer com as nossas vidas”, explicou Ogib.

De acordo com a Deputada Érika Kokay (PT/DF), que presidiu os trabalhos, a PEC 287 acaba construindo um regime de recessão. Ela afirmou que o Governo está se utilizando de recursos públicos para fazer publicidade com a construção midiática de um suposto déficit previdenciário que não existe. “Os recursos públicos servem apenas para construir algo que não existe, sem permitir que as pessoas se manifestem, acabando cotidianamente com a democracia em nosso pais”, enfatizou a Deputada.

Na sequência, Rosana Colen, representante da NCST e da CSPB, defendeu a ideia de um regime capitalista que faz o pais retroceder. Passando por cima de todos e de tudo, sem levar em consideração as questões sociais. “Estamos caminhando para o retrocesso, ou melhor, para o século 17. No mundo capitalista o que prevalece é o consumo desenfreado, e essa Emenda Constitucional seria um grande exemplo disso, pois contempla apenas as pessoas com poder aquisitivo maior, incentivando a instituição de uma aposentadoria complementar de natureza não pública. Aí eu te pergunto: O que vai ser dos menos favorecidos financeiramente e os inativos? Questionou Colen.
 

Para ela, todas as pessoas que puderem investir no sistema previdenciário complementar garantirão o seu seguro. Agora para aquelas pessoas que não puderem; essas sim, vão acabar ficando no prejuízo. “Transfere-se para o trabalhador o sacrifício do que estão plantando hoje. Tudo isso poderá trazer uma crise ainda maior para o Brasil”, explicou.



Participaram também do debate: Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil – ANFIP, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA, Consultor Legislativo do Senado entre outros.

Ao final Rosana afirmou que o servidor público está sendo aliciado para contribuir com a previdência complementar aberta, disseminado a cultura previdenciária financeira. “Estamos sendo massacrados por este grupo de interesses do mercado financeiro, com o apoio total da mídia. Se as pessoas não forem para as ruas, se reunirem na próxima semana (5/12), para uma greve geral, o nosso nível de pobreza poderá atingir uma proporção nunca antes vista na história. Com isso, vamos acabar na mão do mercado financeiro”, encerrou.






Imprensa NCST


 

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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