Trabalhadores de todo país unem à CONTRATUH e Nova Central e vão às ruas

Data de publicação: 13 Nov 2017
 

Em uma das maiores manifestações do ano, centrais sindicais reuniram mais de 15 mil pessoas em São Paulo para repudiar a entrada em vigor, neste último sábado (11), das alterações nas regras de contratação de trabalho.



Como resposta à Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), que entrou em vigor neste último sábado (11), as centrais sindicais convocaram seus filiados para o “Dia Nacional de Mobilização em Defesa dos Direitos”, realizado na última sexta-feira (10) em todo o país. A ideia foi chamar a atenção da população sobre as mudanças nas leis trabalhistas trazidas pela reforma em uma série de protestos até o fim do ano. Em São Paulo, a manifestação reuniu cerca de 15 mil pessoas na Praça da Sé, região central da cidade.
 
“Queremos mostrar para a população como as reformas propostas pelo governo "Temer" são absurdas e usam o mentiroso argumento de geração de empregos para retirar a proteção da classe trabalhadora”, explicou Moacyr Roberto Auersvald, secretário-geral da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH). Ele também criticou a portaria do Ministério do Trabalho que revê a divulgação da Lista do Trabalho Escravo no Brasil. “Revogaram a Lei Áurea, autorizando uma portaria que protege o empresário que comete esse tipo de ato criminoso com seus trabalhadores. Coincidência ou não, a decisão agradou a Bancada Ruralista do Congresso às vésperas da votação de pedido de investigação do presidente Temer. "Parece um jogo de cartas marcadas às custas da vida da classe trabalhadora”, alertou Moacyr.

“Essa é só a primeira de muitas manifestações que faremos em todo o Brasil para dar nosso recado ao Congresso: não aceitamos essa "Deforma Trabalhista". Além disso, estamos indo nas fábricas, conversando com a base e conscientizando toda a classe trabalhadora, para que se façam valer os acordos coletivos e para que os direitos trabalhistas, conquistados com anos de luta, não sejam reduzidos com uma canetada”, explicou José Calixto Ramos, presidente da Nova Central.

Para dirigentes sindicais que organizaram as marchas de sexta-feira (10/11), a nova lei do trabalho, que modificou mais de cem artigos da CLT, retira a proteção da classe trabalhadora e abre caminho para a terceirização de todos os setores, dando instabilidade. “Temos que fazer uma resistência. Se conseguirmos esse enfrentamento na primeira empresa, as demais vão repensar a adoção das novas regras da "reforma" trabalhista. Mas se aceitarmos a "reforma" sem nenhum questionamento, ela será colocada da forma como foi aprovada”, alertou Artur Bueno, coordenador do Fórum Sindical de Trabalhadores (FST).

Além das manifestações, as entidades, representadas pelo FST, entregaram um documento na última quarta-feira (08) ao senador Eunício Oliveira, presidente do Senado, como forma de repúdio à "reforma" e às declarações do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra, alegando que a redução de direitos irá gerar mais empregos no País.

CONTRATUH NOS ESTADOS:

Belo Horizonte – MG



São Luís – MA



Curitiba – PR




Brasília – DF





JUNTOS SOMOS FORTES!






Fonte: Imprensa CONTRATUH


 

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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